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Palavra do Magrão

Maquiavel explica

Por SÓCRATES

http://www.cartacapital.com.br/app/coluna.jsp?a=2&a2=5&i=2531

Além de mais um escandaloso 0 a 0, jogando em casa contra a Colômbia e sem apresentar quase nada de futebol, o que mais estranhei no último jogo da seleção no Maracanã foi a presença do auxiliar técnico Jorginho na coletiva de imprensa do treinador Dunga. Isso sem falar das respostas evasivas, sem conteúdo, do “comandante”, que em nada ajudam a desvendar o seio dessa microssociedade chamada seleção brasileira, representante de todos nós. Prestar contas dos resultados obtidos pela instituição, parece-me, não é visto como obrigação por quem a dirige, como se todos os apaixonados por futebol e pagantes dos eventos promovidos pela CBF devessem ser tratados como meros curiosos ou coisa pior e malcheirosa.

Voltemos a Jorginho, a quem respeito como cidadão, ainda que muito menos ao seu chefe, o qual, em situação claramente desvantajosa, dele exigiu os préstimos para orientá-lo em suas ocas respostas. Esse fato é mais que preocupante, é trágico. É um gigantesco sinal de insegurança que, quando está presente nos sentimentos de quem possui cargo de direção tão importante, nos leva a imaginar o que provocaria em seu poder decisório no caso de um contratempo de grandes proporções. Talvez o imobilizasse, impedindo também qualquer reação de seus atletas. Um líder jamais pode dar mostras de que está perdido e acuado, pois sua tropa dele se afastará. Já dizia Maquiavel, séculos atrás, no seu genial O Príncipe.

O 10 da vez

Assistindo aos jogos da seleção brasileira e os do Corinthians, uma constatação se impõe: não há no elenco nacional nenhum jogador que se aproxime da qualidade do meia Douglas, no que se refere à sua principal característica de jogo, a de armador.

Pode parecer pretensiosa a afirmação de que há um lugar para o atleta corintiano no meio-de-campo da seleção, mas é exatamente isso o que penso. O fundamental em uma equipe de futebol, principalmente nos dias de hoje em que são tão raros, é ter alguém em campo que pense, aja e faça valer o aspecto coletivo de um time. Alguém que seja referência no toque de bola, que controle o ritmo de jogo e faça com que todos os companheiros participem ativamente da partida. Alguém que chame para si a responsabilidade dos destinos de sua equipe, cobrando mais competência e responsabilidade de todos. Alguém que sempre apareça para oferecer opção de jogo, que erre o mínimo possível e construa com talento e freqüência as jogadas de gol para o time.

Douglas tem tudo isso, sua presença no escrete nacional poderia alterar em muito a forma de jogar da nossa seleção, potencializando a qualidade indiscutível de um Kaká ou um Robinho, por exemplo. Douglas arrumou a casa corintiana, poderia fazê-lo também na seleção brasileira. Basta um pouco de atenção de quem escolhe para constatar essa realidade. Ou será que outros motivos são necessários para tanto?

Camaleão

Outra constatação é de que a equipe brasileira joga de forma cautelosa, lenta e incompetente a maior parte do tempo. O time só se transforma totalmente quando a partida se define, como contra a Venezuela, mostrando no momento um pouco do que dela se espera. Isso é claramente sinal de um time sem confiança em seu próprio futebol, que só o reconhece diante de condições ideais.

A equipe brasileira pode e deve jogar sempre da mesma maneira; tem bons jogadores, muita arte do meio-campo para a frente. Só lhe falta mais consistência coletiva, que poderá ser desenvolvida mantendo-se o mesmo time em várias ocasiões. É necessário, porém, que os atletas queiram encontrar o caminho.

O primeiro passo é se entregar totalmente a esse objetivo em cada encontro que tiverem. Percebemos muita acomodação após uma vitória relativamente inesperada, como contra o Chile, em Santiago, que acabou por produzir aquele empate contra a Bolívia. Assim será difícil que o time evolua e amadureça, surgirão dificuldades sempre que enfrentar equipes que jogam atrás, esperando a hora de contra-atacar – uma realidade em quase todos os confrontos das Eliminatórias.

Não é possível os jogadores verem como natural sofrer tanto contra adversários tão inferiores. Achando a forma justa de jogar, esse time deixará de ser como o camaleão, manterá a mesma eficiência sempre que entrar em campo e tudo se tornará fácil e prazeroso para todos os envolvidos. Se o Dunga quiser, é claro!

 

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7 comentários sobre “Palavra do Magrão

  1. Edgard Fonseca

    Douglas na seleção brasileira é demais p os meus ouvidos. O bairrismo da imprensa paulistana chega a beirar o ridículo. O cara nem jogou a série A e já tem gente pedindo a convocação delep seleção brasileira. Depois o Dunga q é incompetente e teimoso.

  2. Edgard Fonseca

    Douglas na seleção brasileira é dose p os meus ouvidos. O cara ainda nem chegou a série A e já tem gente pedindo a convocação dele. O bairrismo da imprensa paulista chega a beirar o ridículo. Depois o Dunga q é teimoso e incompetente.
    Será q se o Douglas jogasse no Flamengo, no Atlético-MG, no Cruzeiro ou no Internacional o nosso Magrão pediria a sua convocação?

  3. rodolfo de curitiba

    O Douglas é apenas um bom jogador,tem ainda altos e baixos,jogou ate aqui em equipes de menor expressão.Tem se destacado no Corinthians,porém ate o tecnico Mano Menezes pega forte com o atleta que
    se desliga facilmente dos jogos.Calma Socrates,muita calma.

  4. Luis Fontes

    Bom, eu a principio discordo um do doutor, acho que o Douglas tem qualidade sim, porem ainda tem que amadurecer muito para ir para a Seleção… Mas como eu não sou dono da verdade e o DOUTOR sem dúvida nenhuma alem de ser um Genio dentro e fora dos gramados entende muito de bola, vou considerar a possibilidade de eu estar equivocado quanto a eficiencia do Douglas na nossa seleção…

  5. Velho Casca

    Douglas na seleção ??? Só pode ser piada … E de extremo mau gosto … Gostaria de perguntar ao Sócrates se quando o Douglas era do São Caetano , ele jogava pior do que joga hoje ? E Por que naquela época ele não merecia a seleção ? Quer armador ? Tente antes então o Alex(inter) , Alex (Turquia) , Diego Souza , Mancini , Jorge Wagner …

  6. Carlos Almeida

    Ontem ouvi um corintiano ser coerente e afirmar em programa de nível nacional, após ouvir grandes elogioso ao Douglas, afirmar, que precisa esperar um pouco mais, inclusive vendo ele disputar jogo com equipes do mesmo nível, para dizer que o Douglas é o cara. Seu nome Juca Kfouri no Linha de Passe da ESPN.

  7. CONTRA A IMPUNIDADE

    Precisamos lembrar ao senhor Paulinho, dono do blog, que nós torcedores e trabalhadores que pagam impostos e suas contas em dia; nós que participamos de eleições e tentamos nos fazer representar da melhor maneira possivel, estamos INDIGNADOS com a demora referente ao processo de apuração e punição dos responsáveis pelo caso do gás na semi-final do campeonato paulista de 2008.
    Mesmo após o JORNAL LANCE ter divulgado que durante as escutas telefônicas no caso da máfia dos ingressos, foram encontradas/criadas provas ( gracações de conversas ) do envolvimento de torcedores e dirigentes da Sociedade Esportiva Palmeiras, estranhamente notamos “morosidade” no processo.
    Gentilmente solicitamos ao caro jornalista, que nos informe, cobre, investigue.
    Nós não queremos de forma alguma ter gente desta espécie vestidos de representantes mascarados de pessoas de bem em nosso meio.

    QUE SE INVESTIGUE, QUE JULGUEM E PRINCIPALMENTE QUE PUNAM OS RESPONSÁVEIS.

    NÃO A IMPUNIDADE !!!

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