Pedofilia no Corinthians

O caso da pedofilia no Corinthians não é novidade para quem freqüenta o clube.


Ouvi muitos relatos de país e mães de atletas que entre uma ou outra denuncia de corrupção tocavam nesse assunto.


Conversei com vários conselheiros e diretores do clube.


Todos sabiam da historia.


O nome de Wando sempre foi citado por eles.


Falava-se que ele realizava verdadeiras orgias em Indaiatuba.


Alguns me contaram que tinha por hábito nadar sem roupas em sua piscina com a garotada.


O que me causa estranheza é o porque Wando, mesmo com tudo o que se sabia a seu respeito, não foi dispensado do clube.


Nesi Curi era o seu patrão.


Mané da Carne, Andrés Sanches, André Negão, Paulinho do Ouro e mais alguns fizeram parte da mesma equipe de Wando, no futebol amador.


Dizem agora que nada sabiam.


Há relatos, um deles escutei ao lado de Vitor Birner, que membros dessa “equipe” cobravam até R$ 3 mil para que um jogador pudesse atuar na Copa São Paulo de Juniores.


Wando teria ainda cobrado R$ 20 mil de um atleta que teria proposta do Belenenses, de Portugal.


Hoje o garoto, que foi abandonado pelo clube porque não tinha dinheiro para pagar as propinas, vive de cuidar de carros na rua.


A sujeira é enorme no imundo departamento de futebol amador do Corinthians.


Quem demitiu Wando foi Clodomil Orsi, que teve que peitar Nesi Curi na ocasião.


Wando é um arquivo vivo.


Muitos conselheiros, diretores e até o presidente do clube trabalharam com ele.


Se não corromperam, no mínimo fecharam os olhos para a corrupção.


E para a pedofilia.


Não é verdade que nada sabiam.

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