O Grêmio realizou, neste sábado, eleição para renovar metade do Conselho Deliberativo do clube. Concorriam três chapas, e a grande vencedora foi a de nº 1, que representa a situação e teve o apoio do atual presidente Paulo Odone. O pleito foi tenso e conselheiros quase se agrediram ao final do processo.
Um total de 3.063 sócios, de 10 mil aptos a votar, foram até as urnas disponibilizadas no estádio Olímpico. Eles acabaram elegendo dois terços dos 150 cargos disponíveis, com representantes da chapa situacionista denominada “Grêmio Novo e Independente”. Ela recebeu 1.849 votos.
Para conseguir eleger nomes para o Conselho Deliberativo, era necessário obter um percentual na eleição de pelo menos 30% dos votos e a chapa 3 – “Grêmio Imortal e Unido” -, com 928 votos, nove acima do mínimo exigido, conseguiu ultrapassar o que foi chamado de “cláusula de barreira” e terá pelo menos 45 nomes no CD gremista.
A única chapa que não conseguiu eleger representantes foi a de nº 2 (apenas 286 votos), denominada “Grêmio Acima de Tudo”, que era a oposição mais destacada, tendo como líder o ex-presidente Hélio Dourado, que tem marcado posição contra a decisão de construir a nova Arena gremista na zona norte de Porto Alegre. Querem continuar onde hoje se localiza o estádio Olímpico.
Paulo Odone não se mostrou frustrado com o fato de que não conseguiu eleger a totalidade dos conselheiros de sua chapa. “O que vale é a unidade do Grêmio e não acredito que os conselheiros eleitos pela Chapa 3 venham a ser oposição”, concluiu. |