Galoucura e Ziza Valadares – conivência e corrupção
Acabo de ler no blog do Juca um texto de Alexandre Simões que demonstra claramente a promiscuidade da relação entre os clubes, seus dirigentes, e os bandidos organizados.
O presidente do Galo teve a desfaçatez de afirmar que fornecia ingressos para a organizada e que a mesma só começou a ataca-lo depois que ele parou de oferecer a regalia.
Mas o absurdo e o abuso com o dinheiro do Atlético não param por ai.
Ziza Valadares declara ainda que a diretoria do Galo forneceu ônibus para viagens dos torcedores e que tinha conhecimento de que o transporte, fornecido gratuitamente, era utilizado como fonte de renda pela facção criminosa organizada, que negociava os lugares entre seus membros, contrariando totalmente o princípio para que teoricamente foi constituida que seria o de facilitar e incentivar a ida de torcedores atleticanos aos estádios. Demonstrando claramente o “fim lucrativo” da mesma.
Se o presidente do Galo tinha a informação de que os lugares que ele financiava eram revendidos então foi conivente e mal intencionado no episódio, porque fornecia a regalia em troca de apoio político, calando a boca e usurpando a moral de um grupo de pessoas de pouco caráter em troca de um punhado de moedas.
Ziza tinha conhecimento ainda de que os ingressos que fornecia gratuitamente eram revendidos, um absurdo, pura conivência, lamentável.
O pior de tudo foi a declaração do presidente da facção criminosa Galoucura, Gustavo Lima, que disse que recebia realmente os ingressos, mas que os negociava em troca de entradas para estudantes.
Duvido que esses tais ingressos eram fornecidos somente a estudantes, o que gera mais um caso de uso corrompido do dinheiro do Galo.
Mas Gustavo Lima não terminou o festival de absurdos e confissões de atitudes lamentáveis por ai, declarou ainda:
“E o Ziza Valadares já me deu dinheiro para apoiar a campanha dele.
Me deu dinheiro para fazer faixa para o Ricardo Guimarães ficar.
Pedindo para a gente cantar o nome dele.
Toda vez que ele ia lá na Galoucura a Galoucura cantava o nome dele.
Foi pago.
Faixas de apoio com o dinheiro do próprio bolso dele.
Eu recebi, R$ 400, várias quantias.
Isso era para fazer a faixa e gritar o nome dele na arquibancada.”
Uma confissão de corrupto, sem nenhuma vergonha de demonstrar sua total falta de caráter, não que seja uma surpresa para mim, muito pelo contrário, conheço o modo de agir de todas as torcidas organizadas, mas a falta de vergonha de confessar o ato publicamente chega a ser uma afronta aos poderes publicos e a toda a sociedade em geral.
Sociedade que não merece conviver com elementos tão nocivos, que não fazem por merecer a liberdade que ostentam.
Uma vergonha !
