Campeonato Paulista de Basquete

Por Carlos Gimenes


O BASQUETE AINDA EMOCIONA


 


No último domingo (29/04) Franca parou. Considerada a capital do basquete, a cidade abrigou a última e decisiva partida da final do Campeonato Paulista de Basquete. O ginásio municipal Pedro Murilla Fuentes (Pedrocão) esteve lotado com mais de 8 mil pessoas. Torcida composta por crianças, jovens, idosos e adultos, todos amantes do basquetebol. Os torcedores souberam utilizar a sua principal arma, o incentivo. Empurrado pela torcida o time francano venceu a equipe de Assis e conquistou o décimo titulo paulista. Uma grande festa para o nosso combalido basquete brasileiro. Uma final digna dos grandes jogos da NBA.


O jogo foi tecnicamente truncado com vantagem no primeiro quarto para a equipe de Assis (22 a 21). No segundo quarto o time da casa encaixou o jogo e terminou na frente (40 a 35). Com o intervalo os técnicos puderam reorganizar as suas equipes. Hélio Rubens (Franca) e Marco Antônio Aga (Assis) pediram mais vibração para suas equipes. Ambos previam um jogo decidido no detalhe. O terceiro quarto iniciou e pareceu que só o time francano entendeu o pedido do técnico. Conseguiu abrir larga vantagem (60 a 49). Parecia que o título já tinha dono. Mas a equipe de Assis demonstrou a sua força de finalista. Faltando 20 segundos para terminar o último quarto, Assis vencia o jogo por 2 pontos. A posse de bola pertencia à Franca, que empatou o jogo em 71 a 71 e levou a decisão para a prorrogação.


No tempo extra nenhuma das duas equipes conseguiu abrir grande vantagem no placar. A tônica era a mesma do jogo. A torcida fazia valer a sua paixão. Cantava e apoiava o time, uma imagem apaixonante. E esse fanatismo fez a diferença. Faltando 10 segundos para o fim, o time da casa em um contra ataque sofre falta. A torcida que não parava de incentivar fez um silêncio ensurdecedor. Era o lance decisivo do jogo. Franca converte os dois lances livres e desempata o jogo (82 a 80). Faltava segurar o ataque da equipe de Assis para o time local ser campeão. A pressão da torcida ajudava os jogadores francanos a se engrandecerem. Foram os 10 segundos mais longos da história do basquete francano. Com tanta pressão, Assis não consegue converter. O jogo termina. A quadra é invadida pela torcida que canta e vibra como nunca. Os jogadores são carregados e abraçados. O basquete brasileiro ainda emociona!


 


Carlos Gimenes


cegmatos@uol.com.br


 

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