Coluna do Fiori















 

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori foi ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, é investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.


http://www.aagsp.com.br/coluna_fiori_entrada.asp


O apego de Aragão ao poder

 

José de Assis Aragão quando do estava no curso de árbitros da F.P.F. já se sentia poderoso e protegido, haja vista que ao completar o curso no ano de l.965, por interferência do falecido jornalista Álvaro Paes Leme, membro da F.P.F e da antiga C.B.D. (atual Confederação Brasileira de Futebol) foi atuar no Campeonato Pernambucano, posteriormente voltou para São Paulo, subiu ao quadro Nacional e chegou a F.I.F.A.

Posso lhes afirmar de cadeira que o Aragão, sempre se apoiou em políticos e ficou ao lado dos dirigentes, lembro da ação trabalhista movida pelos árbitros através do SAFESP, que teve o Aragão como um das cabeças, e quando chamado pelo presidente da F.P.F. Eduardo José Farah, retirou-se da mesma, recebendo em seguida ação para que pagasse os honorários advocatícios do doutor Antonio Bichir, foi condenado, pagando ao patrono. Aragão gostava e gosta de ser adulado, formou grupos e grupelhos, aproveitando também dos que como ele nunca tiveram escrúpulos para alcançarem objetivos.

Nas duas vezes em que o Aragão presidiu o Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo-SAFESP-fui expulso da entidade por defender posturas dignas, além de que sempre entendi que é dever da entidade de classe, socorrer seu filiado, mesmo quando acusado de corrupção, se comprovado, dizer ao mesmo: Agora você será eliminado e não mais terá defensor indicado pela entidade.

Atual presidente da –ANAF- José de Assis Aragão que nos últimos dias perdeu por duas vezes as eleições por ela convocada, para que fosse eleita nova diretoria, pós gestão comandada pelo mesmo, cumpriu o tempo estatuído.

No processo sucessório da entidade nacional dos árbitros, estão ocorrendo coisas do arco da velha, conforme nos participou o ex-árbitro, jornalista e colunista deste site-Oscar Roberto Godoi, para quem dou meu total e humilde apoio, alem de presentes, até oferta em dinheiro ocorreu, fora estes há também à participação no processo do senhor Marcos Pólo Del Nero, presidente da Federação Paulista de Futebol, demonstrando com isto o que sempre ocorreu nas eleições do SAFESP, interferência dos dirigentes federacionista, no sempre apoiar aqueles que ficam de cócoras e recebem benesses.

É nojento para dizer o mínimo o que esta ocorrendo, com acusações indevidas ao candidato da chapa de nº. 02-Jorge Paulo de Oliveira Gomes, consagrado nas urnas pelos árbitros em primeiro escrutino, anulado indevidamente pelo Aragão e seus súditos. Convocados, os presidentes das entidades filiadas a ANAF, votaram em segundo escrutino, referendaram a vontade dos árbitros, e, novamente o Aragão não quer reconhecer o veredicto das urnas. ISTO É UMA VERGONHA, conforme diz o jornalista Boris Casóy.

Ao que faço as seguintes indagações;

José de Assis Aragão, qual o motivo de tanto apego ao poder, se jamais fostes classista? Tem o cargo verba de representatividade como a tem o presidente da Federação Paulista de Futebol, acreditando eu, que hoje esta verba gira em torno de R$ 30.000,00 ao mês?
Quais os políticos que o defendem no caso do Pacaembu que gerou processo de 5.000 mil paginas? É o deputado Aldo Rabelo um de seus defensores? Ou são alguns destes nefastos vereadores que distribuem o Titulo de Cidadão Paulistano, para pessoas desprovidas de credibilidade como Eduardo José Farah, Ricardo Teixeira e tantos outros, sem aquiescência da população?
Se o senhor é, como acredito que sejas sócio do SAFESP, com seu comportar corrupto, no processo eleitoral da ANAF, deverias passar pelo conselho de ética, desde que os componentes deste conselho tenham ética e independência?

Senhores árbitros reproduzo em parte o inserido em minha coluna datada em 22/02/07:

Nossa população, esta ávida por decisões decentes, para que possamos servir de exemplo, no expurgar de nosso país a corrupção que esta instalada amplamente, mesmo que venhamos a errar, porem sem o dolo, que é nojento. Necessitamos de cidadania, de ética e moralização geral, quem sabe os árbitros possam fazê-lo e o vírus se alastre.

Nossos atuais legisladores (câmara e senado), bem como componentes dos vários poderes deste sempre país do futuro, deveriam seguir o exemplo abaixo:
Ao ver Lula defendendo seu filho que recebeu R$ 5 milhões de reais da TELEMAR para tocar sua empresa, Élio Gáspari publicou essa pequena e singela história buscada no fundo do baú:

Em 1966 o presidente Castello Branco leu nos jornais que seu irmão, funcionário e com cargo na Receita Federal, ganhara um carro aerowllys, agradecimento dos colegas funcionários pela ajuda que dera na lei que organizava a carreira. O presidente telefonou mandando-o devolver o carro. O irmão argumentou que se devolvesse ficava desmoralizado em seu cargo.
O presidente Castelo Branco interrompeu-o:
“Meu irmão, afastado do cargo você já esta. Estou decidindo agora se você vai preso ou não”.

“E o Lula ainda sonha que não existe ninguém nesse pais com mais moral e ética que ele. Fica difícil saber quem é pior, o Lula ou quem vota nele.”

O acima serve para todos os envolvidos no processo eleitoral da –ANAF-.

Por favor, todos que tenham conhecimento de alguma irregularidade cometida por dirigentes da federação, de clubes e entidades representativas bem como de políticos, e que queiram iniciar processo de moralização, mandem para meu e-mail que guardarei o mais absoluto sigilo. Se possível com base. Ou seja, provas e sem caluniar.
Em TEMPO: Senhores do I.N.S.S. olhem com carinho o caso de árbitros que afastados de suas funções normais pó problemas clínicos, estão ou foram escalados pela federação e trabalharam nos campos dos jogos.

As opiniões aqui inseridas são de minha inteira e total responsabilidade.

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