‘Camisas Negras’ resgata o Vasco que enfrentava o racismo

A estreia de Camisas Negras, marcada para 19 de novembro, véspera do Dia da Consciência Negra, representa mais do que uma homenagem à história do Vasco da Gama: é um importante instrumento de combate ao racismo e de preservação da memória de um dos episódios mais dignos do futebol brasileiro.
O filme, dirigido por Jefferson Mello, relembra a equipe campeã carioca de 1923, formada por negros e trabalhadores, e a coragem de dirigentes que, em 1924, preferiram enfrentar a elite racista do futebol a excluir seus próprios jogadores.
A histórica decisão do presidente José Augusto Prestes, eternizada na chamada Resposta Histórica, demonstrou que um clube de futebol pode ser administrado com princípios, coragem e compromisso social.
É também uma oportunidade para recordar um Vasco muito diferente daquele que, nas últimas décadas, tem sido marcado por disputas de poder, gestões desastrosas e interesses escusos.
Naqueles tempos, seus dirigentes defendiam valores.
Hoje, se locupletam e infectam o clube com o que há de pior no bolsonarismo racista, misógino e corrupto.
O Vasco dos Camisas Negras merece ser celebrado não apenas pelos vascaínos, mas por todos que compreendem o futebol como instrumento de transformação social.

