Presidente do Corinthians entre a vaidade e a realidade

Foram iniciados os trâmites que devem resultar, se não no impeachment de Osmar Stabile — por conta do tempo escasso até as eleições —, em sua possível expulsão de Parque São Jorge.
O caso envolve a contratação comprovadamente irregular de uma empresa de segurança.
É batom na cueca.
Stabile sabe que errou, por razões que justifica como necessárias diante de um quadro político do Corinthians que, de fato, era perigoso.
Não há defesa técnica que possa livrá-lo.
Seria ainda pior se o MP-SP, de fato, comprovasse um suposto esquema para remunerá-lo — o que este blog acredita não ter ocorrido.
Não quer dizer que Stabile seja santo.
Parece óbvio que, no mínimo, fechou os olhos para diversos focos de desvios no Parque São Jorge e na Arena de Itaquera, além de acobertar privilégios — e até ampliá-los — de facínoras que há tempos sobrevivem à custa do Corinthians.
Um pau-mandado, na acepção do termo.
Resta-lhe, agora, escolher como deseja encerrar sua biografia no Parque São Jorge.
Defendendo-se do indefensável e correndo o risco de ser expulso do clube, talvez até sofrer impeachment, ou reconhecendo os erros, pedindo desculpas e renunciando ao cargo, evitando que a agremiação continue sangrando diante de um problema que já deveria ter sido resolvido.

