Vorcaro, Willer e Bolsonaro na praça e nos rolos

A campanha eleitoral chega ao fim com a oposição tendo no antipetismo e no antilulismo — ancorados no ódio aos pobres — o único barco da guerra eleitoral.
O bolsonarismo teve que enrolar a bandeira do “combate à corrupção”, pois seu candidato, o senador Flávio Bolsonaro, está mais sujo do que “pau de galinheiro”.
Os casos de Vorcaro — “meoirmão”, atolado em fraudes e provedor de grana para a família Bolsonaro —, mesmo contando com a mídia, membros do Judiciário, políticos etc., cravaram uma estaca no miolo central do bolsonarismo.
Mesmo com a ação da Meta obstruindo e reduzindo as notícias ruins do casal Vorcaro/Bolsonaro, a população tomou conhecimento da amizade e das tramoias dos “irmãos”.
O caso do advogado Willer Tomaz, e sua relação íntima (intimissima) com o senador Flávio Bolsonaro, a princípio escondida, teve a máscara rasgada, trazendo à tona todos os rolos da dupla.
Não há Flávio sem Willer, como não há Flávio sem Vorcaro.
Com isso ocorrendo, o bolsonarismo teve que abandonar a sua falsa luta contra a corrupção, como também teve que jogar no mar a “defesa da família”, tantas foram as surubas reveladas.
À oposição sobrou o barco do antipetismo e do antilulismo, construído no discurso contra o pobre, a Bolsa Família, o SUS, a Farmácia Popular etc.
Nada de combate à corrupção, pois essa palavra incendeia o candidato Flávio Bolsonaro.
A luta na rua e na internet, mesmo com a Meta e o TSE jogando no time da oposição, definirá o resultado.
E, como mostram as pesquisas, pode ser bom para Lula.
*Texto originalmente publicado nas redes sociais de Roque Citadini


