Coluna do Fiori

“Às vezes, reencontrar pessoas que há muito tempo não vimos não é apenas matar a saudade, e sim relembrar momentos que fizeram parte da nossa história!”
Citação de: Jacinara Silveira
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Colegas árbitros. de acordo com o banner publicado pela organização do evento, faltam dezessete dias para nosso encontro anual

Observação
A partir do dia 01/10 até a data do evento 26/10, R$ 75,00 por pessoa
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29ª Rodada da Série A do Brasileirão 2026 – Quarta-Feira 07/10/2026 às 19:30
Internacional-RS 2 x 1 Corinthians
Árbitro: Felipe Fernandes de Lima (MG)
VAR
Paulo Renato Moreira da Silva Coelho (RJ)
Item Técnico
Árbitro e assistentes não interferiram no resultado da disputa entre dois dos times esbarrando na queda para a Série B do ano 2027
Item Disciplinar
Cartão Amarelo: 4 para componentes do Colorado – 5 para componentes do Alvinegro
Vermelho Direto: para Pablo de Toledo Fernandez, Analista de desempenho do Internacional, por repetidas contestações nas decisões da equipe de arbitragem
Cruzeiro 2 x 0 São Paulo às 21:30
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (FIFA-GO)
VAR
Rafael Traci (SC)
Item Técnico
Atuação normal do árbitro e assistentes
Item Disciplinar
Cartão Amarelo: 2 para componentes do elenco Azul Celeste – Um para integrante do Tricolor Paulista
Quinta-Feira 08/10 – Santos 2 x 2 Flamengo às 19:30
Árbitro: Anderson Daronco (FIFA-RS)
VAR
Rodolpho Toski Marques (FIFA-PR)
Item Técnico
1º – Com o placar apontando Santos 0x2 Flamengo, aos vinte e seis minutos do segundo tempo, Rossi, goleiro da equipe carioca, tocou a redonda na conhecida “fogueira” para o companheiro Jorginho. Este, no domínio da bola, teve o costado levemente atingido (sem falta) pelo oponente Rony, caindo no gramado e pousando seu braço direito em cima da bola, que se encontrava na linha da área grande. No ato, o árbitro Anderson Daronco sinalizou a falta fora da área, advertindo Jorginho com cartão amarelo. Depois de alguns minutos sem nada concluir, o VAR sugeriu que o árbitro revisse o lance no monitor. Ali, ele viu, reviu, repetiu e, voltando para o campo, apontou a marca da cal, retirou o cartão amarelo e definiu o vermelho para Jorginho.
Penalidade
Cobrada por Neymar, findada no fundo da rede. Santos 1 x 2
2º – O segundo e gol de empate santista teve origem na clara penalidade máxima sofrida por Gabigol, cometida por Luiz Araújo.
Falta Penal
Batida por Neymar, completada com o estufar da rede
Item Disciplinar
Cartão Amarelo: Seis para componentes do Alvinegro Santista – Quatro para Rubros Negros do RJ
Vermelho Direto para: Jorge Luis, defensor flamenguista, camisa 21, por impedir uma clara oportunidade de gol, tocando deliberadamente a bola com a mão.
Palmeiras 1 x 0 Bahia às 21:30
Árbitro: Bráulio da Silva Machado (SC)
VAR
Heber Roberto Lopes (SC)
Item Técnico
Desempenho normal do árbitro e assistentes
Item Disciplinar
Cartão Amarelo: Um para Alviverde – Dois para Tricolores da Boa Terra
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Política
A cigana leu o meu destino
Vamos virar e devolver a estabilidade democrática ameaçada pelo fascismo. O Brasil merece

“Sobre o vosso jazigo
– homem político –
Nem compaixão, nem flores.
Apenas o escuro grito
dos homens”.
(Hilda Hilst, em Poemas, aos homens do nosso tempo”).
Neste ano, faz 50 anos que eu cheguei a Brasília para estudar e fazer minha vida. Saí da minha então pequena Patos de Minas, pois lá não existia faculdade e eu queria ser advogado, na impossibilidade de ser poeta. Fui antes, por uma questão financeira, morar em Goiânia. Meu querido irmão, que morava lá estudando engenharia, conseguiu um barraco de 12 metros quadrados, com teto de zinco – em Goiânia, fazia 50 graus – e com um pequeno banheiro do lado de fora. Eu nunca usei toalha lá; tomava banho, ia andando nu para o barraco e chegava seco. Eu recebia e escrevia tantas cartas que fiquei superamigo do carteiro. Bons tempos sem celular, sem computador, sem televisão. Livros, cartas, recitação de poesia e muita conversa.
Eu tinha dinheiro para tomar uma cerveja ou uma caipirosca por dia. Todo fim de tarde eu sentava em um boteco na Praça E e me sentia poderoso morando fora de Patos. Um dia, uma cigana linda pediu para ler a minha mão e disse, olhando nos meus olhos: “Nossos destinos estão traçados”. Em 48 horas eu estava morando com ela em uma casa enorme que o pai havia ganhado no jogo de pôquer. A cigana leu o meu destino.
Em pouco tempo, um tio amado e generoso, que morava em Brasília, procurou-me e disse: “Pelo seu espírito livre, se você continuar em Goiânia, vai passar a vida toda com os ciganos, andando pelo mundo. Vai virar cigano”. E me convidou para morar com ele. Sempre sonhei estudar na UnB. Mudei-me imediatamente para Brasília. Passei no vestibular da UnB e consegui um estágio, no primeiro dia de aula, em um escritório recém-inaugurado de dois grandes advogados, que se tornaram meus amigos. Eu precisava do salário do estágio para me manter e cantava em um bar à noite para beber e comer por conta, e ainda ganhava uma graninha. Como não tinha carro, só ia para a UnB de carona. Ia para a entrada da quadra – SQS 308 – e sempre tinha uma carona amiga. Nunca tive um emprego, nunca tive carteira assinada; sempre seguindo o sonho de ser advogado.
Como minha advocacia começou a dar certo muito cedo, eu trabalhava muito e consegui logo ganhar algum dinheiro. Passei a ajudar a família, inclusive, levando meus pais para morar em Brasília em um pequeno apartamento alugado na 108 Sul. Íamos ser despejados por falta de pagamento quando apareceu um outro melhor e mais barato. A sorte sempre andou ao meu lado, como companheira. Eu ajudava com bom humor, poesia, boemia e teatro. Fazia teatro para conhecer gente fora do curso de direito. As pessoas do direito são, em regra, formais, conservadoras, algumas muito chatas e soberbas. Como era Ditadura, na UnB não havia centro acadêmico no curso de direito. Em plena vigência do AI-5, com um Capitão de Mar e Guerra como reitor, ali não se fazia política. Fundei o centro acadêmico e foi um período mágico na minha vida.
Com o tempo, a gente vai tecendo o destino e, muitas vezes, sendo amarrado pelos fios traçados. Como minha família, de certa forma, dependia de mim, eu nunca consegui realizar o sonho de morar fora do Brasil. Era impossível parar de trabalhar. Para minha sorte, tenho hoje dois refúgios muito especiais: uma casa linda na Bahia, Trancoso – Toca do Poeta – e um apartamento super na Place Saint-Germain, em Paris. O Café de Flore fica praticamente dentro da minha varanda. Ou seja, se a tragédia do fascismo se instalar, eu tenho a minha Bahia para me abrigar. E, como no filme, sempre teremos Paris. Se, como espero, a democracia ganhar, vou me permitir só ser feliz, de coração leve e sabendo que o Brasil está em boas mãos.
Nesta semana, um parente que eu jamais imaginei votar no miliciano fascista, perguntou-me: “Por que votar no Lula?”. Quedei-me perplexo. Mas, foi fácil responder:
1 – FIES
2 – PRONATEC
3 – PROUNI
4 – CIÊNCIAS SEM FRONTEIRAS
5 – MAIS MÉDICO
6 – FARMÁCIA POPULAR
7 – MINHA CASA, MINHA VIDA
8 – BOLSA FAMÍLIA
9 – CISTERNAS NO SERTÃO
10 – LUZ PARA TODOS
11 – TRANSPOSIÇÃO DO RIO SÃO FRANCISCO
12 – REATIVAÇÃO DO TRANSPORTE FERROVIÁRIO
13 – FERROVIA NORTE/SUL
14 – FERROVIA TRANSNORDESTINA
15 – AUMENTO DO SALÁRIO MÍNIMO ACIMA DA INFLAÇÃO
16 – ÁGUA PARA TODOS
17 – BRASIL SORRIDENTE
18 – PRONAF
19 – FAT
20 – PROGRAMA BRASIL SEM MISÉRIA
21 – BOLSA ATLETA
22 – BOLSA ESTIAGEM
23 – BOLSA VERDE
24 – BOLSA ESCOLA
25 – BRASIL CARINHOSO
26 – SUS
27 – SAMU-UPAS
28 – PAGAMENTO DA DÍVIDA EXTERNA AO FMI
29 – BRICS
30 – RETIRADA PELA ONU DO BRASIL DO MAPA DA FOME
31 – PRÉ-SAL
32 – PPP
33 – PAC
34 – INÚMERAS FACULDADES
35 – CONSTRUÇÃO E CONTRATAÇÃO DE 8.787 CRECHES E PRÉ-ESCOLAS, COM INVESTIMENTO DE 10 BILHÕES, BENEFICIANDO 4.178 MUNICÍPIOS
36 – CRIOU 18 UNIVERSIDADES FEDERAIS E 173 CAMPUS UNIVERSITÁRIOS
37 – ORÇAMENTO PARA A CULTURA CRESCEU DE 276 MILHÕES EM 2002 PARA 3.27 BILHÕES EM 2014
38 – REDUÇÃO DE 79% DO DESMATAMENTO DA AMAZÔNIA BRASILEIRA
39 – IMPLEMENTOU O FUNDEB
40 – RESGATOU A SOBERANIA.
Achei melhor parar para ouvir o bolsonarista e devolvi a pergunta: “Por que votar no Bolsonaro?”. Todos sabem que será o fim de todas as conquistas sociais. E, com a ampla maioria no Congresso, avançarão de maneira selvagem sobre os direitos trabalhistas, os avanços dos direitos dos pobres, da empregada doméstica, dos negros, dos invisíveis sociais, dos que, através das cotas e incentivos sociais, conseguiram chegar às universidades, formaram em medicina, direito, disputaram espaço com nossos filhos que são privilegiados. Sabemos, todos, que será um tiro de morte na cultura, na educação. Na saúde será o caos, com a privatização do SUS. Enfim, será um governo de terra arrasada.
Olhei profundamente para meu interlocutor e percebi o que eu negava acreditar: essas conquistas dos governos democráticos não o sensibilizavam. Ele pouco se importava para avanços reais para a população mais pobre. Não era com ele. E, o pior, pude perceber claramente que os desmandos anunciados pela extrema direita, de certa maneira, são um chamativo para esse grupo de uma elite podre. O que eu julgava ser impeditivo de uma pessoa, razoavelmente lúcida, na verdade é o que une esse povo sem nenhuma preocupação com o outro, que só olha para o próprio umbigo. No final, eu brinquei com a desgraça e disse: “E o Lula, hein?” “E o PT?”. Fica mais fácil ficar só nessa equação e não tentar discutir com essa gente. Por tudo isso, vamos virar e devolver a estabilidade democrática ameaçada pelo fascismo. O Brasil merece.
Lembrando a poeta Orides Fontela, no poema Adivinha:
“O que é impalpável
mas
pesa
o que é sem rosto
mas
fere
o que é invisível
mas
dói”.
Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, é advogado criminalista e jurista. Publicado na Revista Fórum do dia 09/10/2026 às 11h50
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Chega de desavergonhada corrupção praticada por presidentes, governadores, prefeitos, senadores, deputados federais e estaduais, vereadores, membros do judiciário e do ministério público, funcionários públicos de todas as categorias, inclusive militares, policiais fardados e civis estaduais, assim como na CBF, nas federações e clubes do futebol brasileiro.
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Finalizando
“Democracia não é ausência de ordem, mas de opressão”
Mario Sergio Cortella é um filósofo, Mestre e Doutor em Educação, professor-titular aposentado da PUC-SP e professor-convidado brasileiro da Fundação Dom Cabral desde 1997
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Se Liga São Paulo
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SP 10/10/2026

