Messi e Yamal

Quando Lionel Messi, aos 19 anos, entrou timidamente num vestiário do Camp Nou para participar de uma campanha beneficente da Unicef, jamais poderia imaginar que aquele bebê que segurava nos braços e ajudava a banhar seria, duas décadas depois, o adversário na final de uma Copa do Mundo.

Era apenas uma fotografia.

Mais um compromisso entre tantos outros na rotina de um jovem jogador que ainda sequer havia conquistado o mundo.

O bebê chamava-se Lamine Yamal.

Quantas crianças foram fotografadas com craques naquele período?

Quantos jogadores passaram por campanhas semelhantes?

Milhares de imagens foram produzidas.

Mas apenas uma guardava, silenciosamente, o encontro entre dois gênios destinados a disputar o maior troféu do futebol.

O menino cresceu.

Messi transformou-se no maior jogador de sua geração.

Agora, estarão frente a frente.

O imortal argentino tentará encerrar sua trajetória em Mundiais levantando outra taça, coroando uma carreira que redefiniu o significado da palavra genialidade.

Yamal buscará iniciar oficialmente a sua era, mostrando ao planeta que o futuro já chegou.

A final da Copa do Mundo escreverá o capítulo que ninguém, nem o mais talentoso roteirista, teria coragem de imaginar.


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