Um ano sem o Papa Francisco

Por ROQUE CITADINI
Há um ano falecia, após 12 anos dirigindo a Igreja Católica, o Papa Francisco, o primeiro da América Latina.
Embora seu período não tenha sido por demais longo, seu legado é de grande importância para a Igreja e o mundo.
Quando assumiu, havia enormes questões que abalavam a Igreja e precisavam ser superadas.
O primeiro problema eram as seguidas denúncias de abuso sexual em conventos e paróquias. Esses problemas se arrastavam há vários anos, e a Igreja era frequentemente acusada de abafar os casos citados. As apurações eram feitas por comissões internas e eram sempre contestadas. Os superiores eram acusados de protelar, sem soluções.
O Papa Francisco adotou um caminho duro para superar esses problemas. Qualquer denúncia deveria ser comunicada à polícia local. Isso era difícil, mas rompia um quadro de suspeição contra a Igreja. Foram muitas as explorações da mídia, mas a principal questão foi enfrentada.
Francisco também lidou com casos de mau uso do dinheiro arrecadado dos fiéis. Chegou a punir cardeais, retirando-lhes seus títulos.
Colocou mulheres em cargos administrativos de importância na Santa Sé.
Mas, além dessas questões internas, foi relevante na missão de pastor maior do Evangelho.
Marcou seu caminho com as preocupações trazidas da América Latina, ao pregar a necessidade de a Igreja caminhar com os pobres. Repetidas vezes dizia aos prelados: “não esqueçam dos pobres”.
Mesmo sendo jesuíta, sua marca remete a São Francisco.
Foi firme na defesa dos imigrantes, em uma fase em que eram odiados e perseguidos.
Defendeu a natureza, chegando a falar constantemente de ecologia.
Foi também contra as discriminações de todo tipo, sejam raciais ou de gênero.
“A Igreja acolhe todos, todos, todos”, foi uma frase que marcou seu papado.
Foi corajoso como poucos papas. Universalizou a Cúria, distribuindo títulos de cardeais pelo mundo todo, quase “deseuropeizando” a Igreja. Fez acordo com a China (que já dá ótimos frutos), para espanto dos conservadores.
Limitou a missa tridentina (em latim) a grupos autorizados pelo bispo local. Grupos conservadores estimularam a missa em latim para contestar o Concílio Vaticano II.
Francisco enfrentou o problema.
Seu papado foi rico para a Igreja e deu aos católicos uma força maior para aplicar as verdades de Cristo.
Os frutos de seu pontificado serão grandes, e não sabemos até onde chegarão. Já vemos, nos dias atuais, uma recatolização em várias partes do planeta.
Contrariamente ao que diziam os conservadores, esse crescimento da Igreja vem com o reconhecimento do Concílio Vaticano II, com a reafirmação da Igreja junto aos pobres, aos imigrantes e aos mais fracos.
O Papa Francisco deixou uma marca imensa para a Igreja e o mundo.

O que tem na cabeça alguém que defende o CV II ?? Difícil… daqui a pouco vai falar que o para era comunista e pregador da teologia da libertação tb.