Liquidada, REAG/PCC publica informe Trimestral do Arena Fundo, do Corinthians

Apesar de estar liquidada pelo Banco Central, a REAG — investigada sob suspeita de lavar dinheiro para o PCC e também para o banco Master — protocolou na CVM, anteontem (10), o Informe Trimestral do Arena Fundo FII, gestor das contas do estádio do Corinthians.
Trata-se de evidente ilegalidade.
Nos últimos trimestres — que compreenderam períodos das gestões de Augusto Melo e Osmar Stabile —, a administradora, que chegou ao clube pelas mãos de Adriano Monteiro Alves, irmão do então presidente Duílio “do Bingo”, havia movimentado recursos do Timão em fundos administrados por ela própria, hoje bloqueados pela Justiça.
Cerca de R$ 20,1 milhões.
Neste novo informe, o destino do dinheiro aparece distribuído em outros três fundos, dois ligados à CAIXA, credora do clube, e o mais robusto ao Itaú:
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R$ 530.431,20 no CAIXA FÁCIL RF SIMPL;
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R$ 766.922,20 no FICFI CAIXA GIRO EMP;
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R$ 18.806.711,80 no ITAÚ INSTITUCIONAL RF REFERENCIADO DI.
Totalizam R$ 20.104.065,20, restando R$ 106.009,73 registrados como “disponibilidades”.
Trata-se, vale lembrar, de declarações da própria REAG, sem checagem por auditoria independente nem publicação de balanço — o que não ocorre há quase cinco anos —, ou seja, com evidente possibilidade de imprecisões.
Razão pela qual é difícil atribuir veracidade aos demais números.
E há apontamentos suspeitos.
Um deles registra gasto de R$ 9.863.995,80 em “despesas com registro de documentos em cartório”.
Outro aponta R$ 46.500,00 com “auditoria independente”, que, conforme já revelado, nunca foi realizada.
O resultado líquido do trimestre, entre receitas e despesas, teria sido prejuízo de R$ 1.713.323,58.
Um escárnio.
São números lançados ao vento, sem verificação lícita, protocolados por uma empresa liquidada — ou seja, que já não deveria operar —, com a conivência do Corinthians, dono do Arena Fundo, que, até o momento, não se movimentou judicialmente para exigir auditorias e indenizações pelos evidentes malfeitos.
No link a seguir, íntegra do Informe Trimestral do Arena Fundo FII, protocolado pela REAG/PCC em 10 de março de 2026:
Informe Trimestral – Arena Fundo – março 2026

Paulinho, seus comentários sobre a situação do Arena Fundo FII não são exatos, segundo o que informa a IA, a saber:
“A situação do Arena Fundo de Investimento Imobiliário (FII) após a liquidação extrajudicial da REAG Investimentos (atual Arandu/CBSF DTVM) requer ações urgentes do liquidante para garantir a continuidade operacional do fundo.
Abaixo, os detalhes sobre como fica a situação e o papel do liquidante:
1. Situação do Arena Fundo FII
1.1 Segregação Patrimonial: O patrimônio do fundo é separado do da administradora. Os ativos (Neo Química Arena e suas receitas) não fazem parte da massa liquidanda da REAG e estão preservados juridicamente.
1.2 Impacto no Fluxo de Caixa: Embora o patrimônio esteja seguro, a operação foi atingida. Relatos indicam que o fundo chegou a interromper pagamentos a fornecedores da arena devido ao congelamento administrativo das contas operacionais da administradora liquidada.
1.3 Suspensão de Movimentações: Aplicações e resgates ficam temporariamente congelados até que a transição para um novo administrador seja concluída.
2. Providências do Liquidante
2.1 Cabe ao liquidante nomeado pelo Banco Central (APS Serviços Especializados, sob responsabilidade de Antônio Pereira de Souza) tomar as providências iniciais para a substituição:
2.2 Convocação de Assembleia: O liquidante tem a atribuição de convocar uma Assembleia Geral de Cotistas para que estes decidam sobre a transferência da administração para uma nova instituição financeira.
2.3 Gestão de Transição: Até que a nova administradora seja eleita e assuma formalmente, o liquidante responde pela representação legal e pelos atos necessários para manter a saúde do fundo e proteger os interesses dos cotistas.
Substituição Obrigatória: Como a REAG foi retirada do sistema financeiro pelo Banco Central, a substituição é mandatória para que o fundo não precise ser liquidado por falta de administrador, conforme as normas da CVM (Comissão de Valores Mobiliários).
Resumo da Ação Necessária: Os cotistas e credores (como a Caixa Econômica Federal) devem agora aprovar um novo prestador de serviço para normalizar a gestão financeira do estádio do Corinthians.”
Logo, cabe ao liquidante – e somente a ele – tomar as providências necessárias para a substituição do administrador do Arena Fundo FII.
Espero ter ajudado.