Rubão, Andres Sanchez e as agências de ‘fake-news’ que circulam o Corinthians

As recentes eleições do Corinthians foram tomadas, nos bastidores, pela fabricação de fake news em larga escala, evidenciando método e profissionalismo — de alto custo — para enganar os votantes alvinegros.
O operador mais requisitado era Beni Marcus Biston, que, no pleito que levou Augusto Melo ao poder, trabalhou em conjunto com Alex Cassundé — o “laranja” do caso Vai de Bet.

Biston chegou à campanha levado por Rubens Gomes, o Rubão.
A dupla se conheceu há alguns anos no ambiente da política tradicional, nos bastidores da Assembleia Legislativa — o cartola era chefe de gabinete de Romeu Tuma Junior, então deputado estadual.
Desde então, o “negócio” das mentiras encorpou-se.
Há quem diga que Rubão ganha dinheiro nessas campanhas, restando a dúvida se atuaria apenas como intermediário ou como associado de Biston.
Em meio a esses negócios, uma inusitada aproximação ocorreu.
Antes inimigos, Rubens Gomes e Andrés Sanchez passaram a interagir com civilidade e, em alguns casos, a se acertar politicamente — como, mais notoriamente, nas reuniões que referendaram o acordo de proteção aos ex-presidentes que resultou na eleição de Osmar Stabile.
Porém, recente investigação da Polícia Federal parece colocar os ex-adversários como sócios — ou, ao menos, com interesses comerciais convergentes.
Em relatório preliminar, publicado em primeira mão pelo ICL, o órgão trata a empresa Qualimedia, que tem entre os sócios Beni Biston, como uma das controladoras — neste caso, oculta — da Eleven, agência especializada na difusão de fake news por meio da atuação de influenciadores.
Daniel Vorcaro seria um dos clientes.
Confira:

A Eleven foi constituída em 3 de abril de 2024 em nome de Lucas Gomes Navarro Sanchez, filho de Andrés Sanchez, apontado como o real proprietário do negócio.
Há outra ligação relevante entre Sanchez e Biston.
Em 4 de junho de 2025, Lucas associou-se a Felipe Felipelli na constituição da FL Participações Ltda.
Felipelli, ex-Bandeirantes, é dono da Banca Digital, outra empresa de fake news associada, segundo apurações da Polícia Federal, a Beni Biston — o “publicitário” de Rubens Gomes, o Rubão.

Há ainda muito a ser descoberto sobre as “milícias digitais” que circulam nos bastidores do Corinthians.
Mas investigações da Polícia Federal parecem aproximar, entre contratantes e incentivadores, duas figuras relevantes do clube — antes antagônicas, mas que, desde 2024 (curiosamente o período em que Rubão rompeu com Augusto Melo e a empresa em nome de Lucas Sanchez foi aberta), passaram a demonstrar interesses comerciais e políticos alinhados.
