Onde há poder, os Gaviões da Fiel bajulam — e são bajulados

Nascida com o objetivo de combater a ditadura que assolava o Corinthians e fiscalizar as gestões futuras, a Gaviões da Fiel nem de longe se parece com o grupo respeitado de outrora.
Hoje, é apontada em inquéritos policiais como braço de facções criminosas.
Seus presidentes, espertalhões, descobriram as benesses de estarem sempre aliados ao poder.
É assim desde que Andrés Sanchez pagou a torcida para ajudar a derrubar Dualib.
E segue agora com o esperto que participou ativamente da gestão Augusto Melo e, somente quando o impeachment se tornou inevitável, passou a sugar os bagos de Osmar Stabile.
Há alguns dias, o Corinthians bancou a ida dos Gaviões a Brasília, movimento tratado, midiaticamente, como “invasão”, embora o estádio, campo neutro, estivesse dividido com a torcida do Flamengo.
No meio da semana, na maior cara de pau, o presidente da facção foi homenageado pelo Timão.
Recebeu placa comemorativa pelo “feito” — reiteramos, bancado pelo clube.
Na camisa do jogo contra o Capivariano, a Esportes da Sorte — que também repassa dinheiro aos Gaviões — cedeu espaço para complemento da comemoração.
Promiscuidade explícita, à luz de quem não possui nenhuma vergonha.
Quando estava fora do poder, Stabile tratava-os como bandidos e dizia que sequer pisariam no Parque São Jorge.
O esperto, soubemos, trabalha para, utilizando-se do nome do clube, viabilizar-se como candidato nas próximas eleições nacionais.


