Vexame na negociação do Corinthians por Alisson

Na última semana, o Corinthians, por meio do executivo Marcelo Paz, acertou a contratação por empréstimo do meio-campista Alisson, reserva do São Paulo.

Entre as diversas promessas feitas durante a negociação, estava o pagamento, à vista, de R$ 1 milhão.

Acreditando estar negociando com dirigentes sérios, o novo presidente do São Paulo comunicou o acordo a seus conselheiros, à comissão técnica e ao próprio atleta.

De posse das informações, a imprensa repercutiu amplamente o negócio.

Alisson realizaria exames médicos, previamente agendados, no último sábado.

Eis que, de repente, o procedimento foi cancelado.

Osmar Stabile informou ao São Paulo que o Corinthians não dispunha em caixa do valor prometido por seu executivo — que, evidentemente, negociou com o Tricolor sob autorização do presidente.

O São Paulo exigiu garantias de pagamento.

Em resposta, o Corinthians alegou não possuí-las.

Um vexame.

O clube tenta, nas próximas horas, levantar a quantia ou apresentar algum fiador.

A contratação de Alisson é uma exigência do técnico Dorival Júnior, que trabalhou com o atleta no São Paulo.

Seja qual for o desfecho, o episódio escancarou a bagunça generalizada da diretoria do Corinthians e a completa desconexão com o departamento de futebol.

O executivo saiu desmoralizado, com a palavra vendida, diante de um presidente, no mínimo, trapalhão.

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