REAG, EY e Corinthians

Os fundos geridos pela Reag — liquidada pelo Banco Central e investigada por fraude financeira, além de lavagem de dinheiro ligada ao PCC — foram auditados por algumas das principais empresas do setor.

Entre elas, a EY.

Os balanços registravam participações bilionárias em empresas de créditos de carbono — Golden Green e Global Carbon — avaliadas em mais de R$ 45 bilhões, apesar da inexistência de lastro econômico real.

Havia também dezesseis Fundos registrados sob CNPJs fajutos.

Em outras palavras, a EY aprovou demonstrações financeiras baseadas em ativos que, na prática, não existiam.

Erro ou conivência?

A Reag é a gestora do Arena Fundo FII, responsável pela administração das contas da Arena de Itaquera, patrimônio do Corinthians.

O clube, por sua vez, contratou a EY para realizar uma auditoria independente.

O serviço foi pago, mas, até hoje, seus resultados nunca foram divulgados pela diretoria.

Haveria relação entre o silêncio do Corinthians sobre essa auditoria e os vínculos da EY com estruturas financeiras ligadas à Reag?

A contratação do serviço ocorreu na gestão de Augusto Melo e foi quitada por Osmar Stabile, mas eventuais irregularidades atingiriam o exercício de Duílio “do Bingo” – de onde surgiu a REAG, que mantém um acordo eleitoral de “preservação” com os atuais dirigentes.

Urgem esclarecimentos tanto no sistema financeiro quanto por parte da diretoria alvinegra.

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