Omissões que o Presidente do Corinthians precisa explicar

Homem de poucas iniciativas — em regra, limita-se a ratificar o desejo de apoiadores —, Osmar Stabile, presidente do Corinthians, é um gestor marcado por graves omissões.

Algumas delas geraram enormes prejuízos ao clube.

Entre as principais, destacam-se:

• A falta de empenho em retirar a REAG da administração do Arena Fundo FII, apesar de a empresa estar, há meses, sob investigação por suspeita de lavagem de dinheiro do PCC — e, mais recentemente, do Banco Master;

• O fato de o Corinthians não ter ingressado como assistente de acusação nos processos em que Andrés Sanchez e Duílio “do Bingo” são acusados de desviar recursos do clube, mantendo-se, porém, nessa condição na ação em que Augusto Melo figura como réu;

• A permanência dos advogados Luis Felipe Santoro — irmão de Rozallah Santoro — e Rui Fernando Almeida Dias dos Santos Junior, que orientaram o clube no novo (e desastroso) acordo com a CAIXA e também participaram da parceria com a REAG/PCC. Ambos seguem como funcionários do Corinthians, como se tivessem “salvo-conduto” para delinquir pelo simples fato de integrarem o chamado “Centrão”;

• As acusações formais e informais contra o ex-executivo de futebol Fabinho Soldado, ignoradas até que o próprio, por razões de mercado, decidiu pedir demissão;

• A auditoria realizada pelo diretor de TI do clube, que apontou o vice-presidente como participante de um esquema de desvio de uniformes, sem que o presidente adotasse qualquer providência — seja afastando o responsável pelo documento, seja formalizando queixa-crime contra o possível infrator.

Poderíamos preencher este espaço com muitas outras omissões, mas estas já são suficientes para reflexão.

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