Dinheiro do Corinthians começou a ser desviado para Fundos da REAG/PCC em 2025

O Blog do Paulinho publicou, há alguns dias, que R$ 18,6 milhões, oriundos do Arena Fundo (contabilidade do estádio de Itaquera, portanto dinheiro do Corinthians), foram investidos em fundos da REAG, empresa investigada sob acusações de lavagem de dinheiro para o PCC.
Os repasses, porém, iniciaram-se apenas em 2025.
Até então, o dinheiro — como ocorria durante a gestão da BRL Trust sobre o Arena Fundo — era movimentado em aplicações da Caixa Econômica Federal.
O fato é grave, pois a REAG, administradora do Arena, passou a investir recursos do cliente em seus próprios produtos, obtendo lucratividade não prevista em contrato.
Relatório Trimestral da contabilidade do estádio, protocolado na CVM em 13 de maio de 2025, referente ao período findo em 31 de março de 2025, revela repasse de R$ 6.694.999,37 ao FIRF Money.
À época, o presidente era Augusto Melo.
Logo depois, em 14 de agosto de 2025, na movimentação do trimestre encerrado em 30 de junho de 2025, ocorreram duas novas transferências: R$ 11.930.122,49 ao FIRF REAG Cash II e R$ 20.476,98 ao FIM RWM D1.
Nesse momento, Osmar Stabile já era presidente do Corinthians.
O Informe Mensal mais recente, datado de 7 de janeiro de 2026, referente ao mês de dezembro de 2025, dá conta de que R$ 20.104.065,20 do Corinthians estão investidos em fundos, sem especificar, porém, quais sejam — a REAG costuma detalhar essas informações apenas em relatórios trimestrais, o que ainda não ocorreu neste período.
Essas movimentações, absolutamente suspeitas, que inclusive correm o risco de terem seus valores retidos em razão das investigações que comprovam o uso de fundos para movimentação de dinheiro do PCC, somente foram possíveis porque Augusto Melo e Osmar Stabile, sabe-se lá por quais razões, não se mobilizaram para expulsar a administradora bandida do Arena Fundo.
O risco, claríssimo e amplamente divulgado, deve ter alguma razão para estar sendo suportado.
A REAG chegou ao Corinthians por intermédio de Adriano Monteiro Alves, ainda na gestão de Duílio “do Bingo”, que, ao que parece, todos combinaram em proteger.
Pode sair caro.
Para o Corinthians, sob risco de novo prejuízo milionário, e para os gestores, acumpliciados com o que já se sabe, há algum tempo, possuir lastro muito além do suspeito.
