Rivellino: 80 anos de um gênio

Ontem, o futebol mundial celebrou os 80 anos de Roberto Rivellino, um de seus maiores gênios.
Pelo Corinthians — clube que o revelou e onde se tornou ídolo — disputou 474 partidas e marcou 144 gols.
Protagonista de uma era difícil da história alvinegra, saiu injustiçado, vítima de uma campanha difamatória após a final do Paulista de 1974, disputada contra o Palmeiras, difundida por um repórter marginal que, anos depois, se tornaria delator do FIFAGATE, e por um sujeito que ajudaria, mais adiante, a desviar dinheiro do Timão nas gestões “Renovação e Transparência” e também na de Augusto Melo, permanecendo prestigiado na administração de Osmar Stabile.
No Fluminense, seguiu brilhando.
Foram 258 jogos e 89 gols, além da conquista do Campeonato Carioca de 1975 — um título emblemático, que simbolizou a retomada do clube e consolidou Rivellino como referência técnica do elenco.
Pela Seleção Brasileira, seu nome está eternizado.
Rivellino disputou 92 partidas e marcou 26 gols, participando de três Copas do Mundo (1970, 1974 e 1978).
Quase esteve na de 1982, quando se especulou sua convocação, descartada em razão de um vínculo contratual difícil com o Al-Hilal, clube no qual, por conta disso, acabou encerrando a carreira em 1981.
Em 1970, no México, integrou talvez o maior time da história do futebol, sendo peça-chave na engrenagem que encantou o planeta.
O reconhecimento ultrapassou fronteiras.
Diego Maradona, outro gênio do esporte, jamais escondeu sua admiração por Rivellino.
Considerava-o referência técnica, especialmente pelo domínio do chute, pela coragem em assumir responsabilidades e pela inteligência para decidir jogos grandes.
Quando um gênio reconhece outro, o elogio ganha peso histórico.
Longe do futebol profissional, Rivellino representou o país na Seleção Brasileira de Masters, mantendo viva a relação com o público, com os gramados e com a memória do futebol brasileiro.
Cada jogo era uma aula.
Que seus 80 anos sirvam para lembrar — às novas gerações — que genialidade técnica, entrega física e caráter podem, sim, caminhar juntos.
