É o momento político para o impeachment no São Paulo

Há alguns meses, quando, sob ameaças de expulsões, ainda comandava grande parte do Conselho Deliberativo — algumas consumadas em processos evidentemente viciados — Júlio Casares, presidente do São Paulo, sequer se preocupava com os resultados das votações do órgão.
Vencia sempre, de goleada.
Do pedestal nasceu a soberba, que culminou no deslize revelador do esquema de ingressos protagonizado pela mulher com quem, até outro dia, dividia a cama, e por um de seus capachos de diretoria.
No clube, comenta-se que esse não seria o único ralo de recursos.
O fato é que a predominância de poder e o medo impostos aos opositores arrefeceram diante do escândalo e da pressão popular pelo afastamento do presidente.
A reunião que aprovou o orçamento serviu como termômetro político.
As contas passaram com margem de apenas cinco votos, houve quatro abstenções e mais de 30 conselheiros simplesmente faltaram ao dever estatutário.
O momento político para o impeachment está dado.
O São Paulo precisa se livrar dessa gente antes que a rapinagem do desespero — acentuada pela possibilidade de queda — se instale, aprofundando ainda mais o clube no caos financeiro.
