Conselho Deliberativo do Corinthians avaliza a continuidade do caos financeiro

Diante de um cenário de gestão temerária, com agravamento expressivo do déficit de 2025 — que saltou de R$ 83 milhões para aproximadamente R$ 272 milhões em dezembro, uma diferença de cerca de R$ 180 milhões em apenas dois meses —, em clara burla ao artigo 25 da Lei do Profut, já que o valor projetado corresponde a 24% da receita bruta de 2024, estimada em R$ 1,1 bilhão, portanto acima do limite legal de 20%, o Conselho Deliberativo do Corinthians teve a coragem de, por aclamação, aprovar a Previsão Orçamentária de 2026.

Apenas dez pessoas — entre elas a figura relevante de Roque Citadini —, num universo de 139 presentes, tiveram coragem de se opor.

Os ex-presidentes da Renovação e Transparência, assim como Augusto Melo, não compareceram — provavelmente envergonhados, ou temerosos, diante das movimentações judiciais recentes.

Em meio ao jogo de cartas marcadas, uma manifestação exemplificou com precisão o que significa a política interna do clube.

O conselheiro Eduardo Lopes pediu a palavra e, em vez de falar sobre as contas, preferiu demonstrar “preocupação” com as renovações de autorizações para negociar produtos com a marca do clube.

Causa própria, como se estipulasse, mais uma vez, o preço do apoio.

Nas recentes eleições, Lopes negociou seu voto em Augusto Melo em troca da concessão para que sua até então mirrada empresa de brindes utilizasse o símbolo alvinegro na produção.

O desejo foi concedido.

Após o término de mais um ataque coletivo à saúde financeira do Corinthians, com Osmar Stabile, ao microfone, justificando a não inclusão de currais eleitorais nos cortes de gastos previstos, Romeu Tuma Junior, presidente do Conselho Deliberativo, emitiu nota oficial comunicando o resultado, da qual destacamos o seguinte trecho:

“O resultado previsto do orçamento para o próximo ano é de superávit de R$ 12 milhões e já havia recebido pareceres favoráveis à aprovação por parte do Conselho de Orientação (CORI) e do Conselho Fiscal.”

O CORI é presidido por um desembargador do mesmo grupo político do presidente; o Conselho Fiscal é presidido pelo advogado de Osmar Stabile, que também o representa em sua empresa, sediada no inóspito Parque Novo Mundo.


Resposta de Eduardo Lopes:

Minha intensão desde o início do processo de licenciamento na gestão passada, seria de colaborar com o clube! Pagando uma garantia mínima de faturamento e 10% sobre as vendas.

Nada diferente disso.

Para seu conhecimento, até agora não tive autorização para negociar nem quero mais devido talvez a política do departamento.

Os produtos que pretendia não tem nas lojas, minha estratégia de vendas seria agressiva, portanto com certeza, seria uma boa fonte de renda aos cofres do clube.

Cabe informar que não iniciei nem vou começar as vendas em virtude do licenciamento em referência ter sido recusado por motivos ainda não esclarecidos.

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