Ancelotti não precisava fazer propaganda de cerveja

Detentor do maior salário do mundo pago a um treinador de seleções — R$ 5 milhões mensais —, Carlo Ancelotti, consagrado e milionário, poderia escolher, sem medo de empobrecer, a qual campanha publicitária emprestar sua imagem.
Lamentavelmente, prestou-se a promover uma marca de cerveja.
Não se trata de puritanismo nem de hipocrisia — este jornalista, por exemplo, consome o produto (de marca melhor) —, mas de compreender o peso da influência de uma figura pública sobre seus seguidores.
Uma coisa é usar, outra é propagandear.
Ancelotti não precisava disso.
Uma demonstração de que o vil metal é capaz de seduzir até as mentes mais cultas.
