Diante das alternativas disponíveis, só resta a intervenção no Corinthians

O MP-SP instaurou investigação civil — que pode desdobrar-se em ação criminal — amparada em dezenas de denúncias de ilegalidades envolvendo as administrações do Corinthians nos últimos anos.

A atual, inclusive.

Cresce, a cada dia, a possibilidade de intervenção judicial.

Neste momento, diante das alternativas disponíveis, trata-se da melhor solução.

No modelo associativo em vigor, o dinheiro de pilantras milionários decide eleições em um ambiente escancarado de compra de votos, inviabilizando a possibilidade de candidaturas decentes.

Esse quadro só seria modificado, ainda assim a médio prazo, caso houvesse alterações relevantes no Estatuto, especialmente no sentido de ampliar o colégio eleitoral.

A SAFIEL é sustentada por um marketing que se aproveita do caos administrativo atual.

Seria o ruim no lugar do péssimo: concentração de poder entre endinheirados — alguns ligados ao que há de pior na sociedade.

Este blog, vale relembrar, é favorável à SAF, mas não ao modelo proposto pela SAFIEL.

Na absoluta falta de alternativa, resta a intervenção.

Ontem, Osmar Stabile, com enorme atraso e mantendo-se em descumprimento das obrigações estatutárias, publicou os balancetes até o mês de setembro, embora seja obrigado a fazê-lo mensalmente.

O resultado? Novos déficits e ampliação da dívida para R$ 2,715 bilhões.

Não há mais como suportar.

A intervenção, sob fiscalização da Justiça, seria ótima para as contas do Corinthians e, provavelmente, durante algum tempo, péssima para o futebol.

E daí?

Alguém se lembra da última vez em que o futebol alvinegro foi relevante?

Não vale citar o Paulistinha, que é apenas o torneio de início do calendário nacional.

O Corinthians é vítima, neste momento — como tem sido há duas décadas — de um círculo vicioso de incompetência e ladroagem que precisa ser encerrado imediatamente.

É hora de estancar a sangria e salvar o paciente.

Facebook Comments

Posts Similares

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.