O único diferente da Seleção Brasileira

 

A Seleção Brasileira que disputará a Copa do Mundo, jogador por jogador, resume-se a atletas medianos e alguns apenas um pouco melhores — com exceção de um que foge completamente à curva.

Trata-se de Estevão.

Um jogador raro, corajoso, de grande técnica e habilidade.

Craque, na acepção exata do termo.

Todos os demais são comuns.

Se houver tempo de recuperação — com o atleta voltando a jogar futebol regularmente — talvez a convocação de Endrick ajude a incluir na Seleção outro jogador diferenciado.

Ainda assim, ele segue sob observação para que se entenda se o potencial, de fato, atingirá o padrão que se espera há algum tempo.

Outro que poderia ser considerado diferente é Neymar.

Porém, os riscos são imensos.

Ele teria que jogar, nos próximos meses, o futebol que não apresenta há anos; preparar-se com dedicação; e, talvez, aceitar começar no banco de reservas caso não atinja a competitividade necessária para atuar durante noventa minutos.

Sem contar a “bagagem”, que incluiria Neymar pai e os parças.

Pensando bem, melhor deixá-lo por aqui.

A torcida é para que Ancelotti consiga, no tempo que resta, extrair o máximo da mediocridade que temos, para que Estevão — servido por esses jogadores e, talvez, por Endrick — consiga, em um torneio de tiro curto como a Copa do Mundo, alcançar o desempenho de sua vida diante de adversários, hoje, mais qualificados.

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