Corinthians, relatório da EY e demais passadas de pano para a Renovação e Transparência

Não há justificativa plausível — senão acordos de preservação mútua, motivados por rabos presos de todos os lados — para que as gestões de Augusto Melo e Osmar Stabile, tendo em mãos auditorias como a finalizada pela EY, possivelmente reveladoras de falcatruas de administrações anteriores, decidam ocultar o resultado da apuração.

Ainda mais grave é o fato de que tais auditorias foram pagas com dinheiro do Corinthians.

A alegação de “confidencialidade” não se sustenta.

É, inclusive, improvável que seja verdadeira em sua totalidade.

Uma coisa é resguardar detalhes estritamente comerciais entre Corinthians e EY; outra, bem diferente, é impedir a divulgação de informações que objetivam, justamente, trazer transparência pública.

Stabile tem a OBRIGAÇÃO de publicar o documento na íntegra — não apenas trechos selecionados, como já se cogita, sob pressão política.

Torcedores, associados e conselheiros devem ter acesso ao material completo para avaliá-lo por conta própria, sem depender de uma filtragem possivelmente enviesada por interesses políticos.

Outra nebulosidade.

Em Nota Oficial, o Corinthians informou que a sindicância interna não comprovou as acusações contra o funcionário Lúcio Blanco, figura influente em diversos setores da Neo Química Arena — entre eles, o controle de ingressos.

Não é segredo que esquemas de cambismo operam há anos em partidas do clube.

Mesmo assim, Stabile demitiu o colaborador.

Fica a impressão de que se sacrificou um lambari para proteger tubarões.

A sensação é de que o mesmo padrão será reproduzido nas apurações internas sobre as falcatruas notórias — e escandalosas — ligadas aos ex-presidentes Andrés Sanchez, Duílio “do Bingo” e Augusto Melo.

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