Um antissemita na Prefeitura de São Paulo

Após duas condenações por antissemitismo, o ex-vereador Adilson Amadeu (União Brasil) foi nomeado assessor especial do gabinete do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB).

Em 2023, o vulgo “Galvão Bueno” — apelido conquistado em locais de “cheiro” forte do Brás — foi sentenciado a 2 anos e 6 meses de prisão em regime aberto e ao pagamento de multa equivalente a 13 salários mínimos, pelo crime de racismo contra a comunidade judaica.

As condenações — em primeira e segunda instâncias — decorreram de áudios enviados, em 2020, a um grupo de WhatsApp, nos quais o então vereador afirmou que “os judeus querem que todo mundo quebre”.

Além disso, Amadeu já havia sido condenado em 2022 por injúria racial, após proferir ofensas contra o vereador Daniel Annenberg (PSDB) durante uma sessão da Câmara Municipal — chamando-o de “judeu filho da puta”.

A Prefeitura de São Paulo justificou a nomeação afirmando que “a pena foi prescrita, portanto, não há impedimento para que ele ocupe o cargo”, acrescentando que Amadeu será lotado na Secretaria Especial de Relações Institucionais, “dada sua experiência política”.

Eis o ponto.

O problema, evidentemente, não é a situação jurídica, mas o prêmio — com gordo salário — concedido a um preconceituoso notório.

Imoralidade que Ricardo Nunes ignorou, em troca dos cada vez mais escassos votos de Amadeu nas regiões do Brás, Belenzinho e Mooca.

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