Gavioli ganha R$ 94 mil mensais no Corinthians; mais do que o dobro do antecessor (com documento)

Em 22 de julho, o Blog do Paulinho revelou a íntegra do contrato, firmado na pessoa jurídica, do ex-gerente financeiro Seedorf com o Corinthians.
Na ocasião, classificamos como escandalosos os R$ 45 mil mensais pagos ao profissional.
Relembre:
O escandaloso contrato do Gerente de Finanças do Corinthians (com documento) –
Osmar Stabile conseguiu fazer pior.
Por indicação de Rozallah Santoro, o presidente do Corinthians recontratou Roberto Gavioli, demitido por Augusto Melo em julho de 2024 e anteriormente apontado como operador de recursos extracampo na gestão Andrés Sanchez.
Desta vez, o salário passou de R$ 45 mil para escandalosos R$ 94 mil mensais.
O Blog do Paulinho teve acesso à Nota Fiscal, datada de 6 de agosto de 2025, emitida por Gavioli, por meio da empresa MNG Soluções Estratégicas de Marketing e Negócios Ltda., em favor do Corinthians.
Para agravar o quadro, a empresa não possui CNAE que a habilite a prestar os serviços de “consultoria e assessoria financeira” descritos no documento — atividade que, na prática, disfarça o exercício do cargo de Gerente Financeiro.



Desrespeito absoluto à delicada situação financeira do clube, que também ajuda a explicar o lobby pela conveniente alteração da previsão orçamentária, conduzida sob a conivência de conselheiros venais, resultando, na prática, em ampliação indevida dos gastos.
A título de comparação, o salário médio de um gerente financeiro no Brasil é de aproximadamente R$ 10 mil mensais — variando entre R$ 5 mil e R$ 16 mil, conforme o porte da empresa.
O próprio Stabile, em sua empresa Bendsteel, anunciou pagar entre R$ 18 mil e R$ 20 mil anuais (ou cerca de R$ 1,6 mil por mês) para um cargo comercial de hierarquia semelhante.

No Corinthians, personagens como Gavioli — indiciado por apropriação indébita e lavagem de dinheiro em razão de irregularidades cometidas durante a gestão Renovação e Transparência — acabam premiados por um suposto “opositor” ao regime anterior.
Amparado por conexões políticas e relações comprometedoras, o profissional foi agraciado com um salário desproporcional — para cima, evidentemente — e com a facilidade de recebê-lo por meio de um CNPJ irregular.
