Confira os nomes dos conselheiros que não aprovaram o descalabro financeiro no Corinthians

Anteontem, o Conselho Deliberativo do Corinthians, com a anuência de pouco mais de cem irresponsáveis e a conivente ausência dos líderes da Renovação e Transparência, aprovou uma espécie de licença para gastar — concedendo ao presidente Osmar Stabile, ao arrepio da legalidade, o direito de ampliar ainda mais o déficit já apurado.
Vinte e seis conselheiros, no entanto, não embarcaram na farsa.
Antes de qualquer aprovação, pediram a devolução da proposta para reanálise, com foco na redução de despesas e custos em Parque São Jorge — tudo aquilo que Stabile e seus comparsas não têm coragem de fazer, reféns que são dos pedintes e parasitas do clube, interessados apenas na manutenção de privilégios, ainda que em prejuízo evidente à instituição — comprovado, inclusive, pelas contas apresentadas na reunião.
Eis os 26:
Roque Citadini
Fernando Perino
José Augusto Mendes
Yun Ki Lee
Roberson Medeiros
Ricardo Borges Costa
Sidney Pinto Borges
Suzy Miranda
Marcelo Mandel
Peterson Ruan
Henrique Nunes
Leandro Olmedila
João Américo
Marcos Paulo Santos
Wanderson Salles
Rodrigo Simonini
Fábio Petrillo
Domingos José Pereira Jr.
Roberto Willian Miguel
Leandro Cristóvão Regina
Vinicius Cascone
Édson Di Cresce
Laercio Victoria
Romero Cardoso de Ávila
Gilmar Aguiar Freitas
Marcelo Sessa
Romeu Tuma Junior, por ocupar a presidência do Conselho Deliberativo, absteve-se.
Tratou-se de votação espontânea — fato relevante, já que alguns entre os 26 são adversários políticos declarados entre si.
Ontem, ao final do dia, os seis signatários da proposta (Roque Citadini, Marcelo Mandel, Yun Ki Lee, Fernando Perino, Wilson Canhedo Jr. e Cyrillo Cavalheiro Neto) — entre os quais associados sem direito a voto, razão pela qual alguns não constam da listagem — divulgaram nota sobre a reunião do Conselho Deliberativo:
“O grupo de conselheiros e associados do Sport Club Corinthians Paulista, responsável por solicitar a reavaliação da revisão orçamentária de 2025, manifesta preocupação com a ausência de medidas de austeridade e o aumento relevante dos custos previstos pela Diretoria Executiva.”
“A proposta revisional não contempla cortes de despesas, contrariando princípios de responsabilidade fiscal estabelecidos pela Lei Geral do Esporte (LGE) e pelo Regime Centralizado de Execuções (RCE).”
“A aprovação dessa revisão, sem ajustes rigorosos, pode gerar graves riscos reputacionais e legais ao clube, incluindo possível exclusão do RCE e agravamento da situação financeira.”
“Ressaltamos que a única medida proposta até o momento é a redução da estrutura da base, o que preocupa ainda mais os conselheiros e associados, cujo pleito de reanálise foi apoiado por 26 membros do Conselho.”
Este é o fundo do poço ao qual a diretoria de Osmar Stabile e seus puxadores de corda seguem empurrando o Corinthians — com as próprias mãos e plena consciência.
