Paulo Garcia, Armando e Tuma Junior em conflito pelo comando da Presidência do Corinthians

Após vender a alma para Deus, o Diabo e o Talvez nas eleições do Corinthians, Osmar Stabile se meteu numa enrascada que, tudo indica, lhe trará consequências — pessoais ou políticas.
Paulo Garcia, dono da Kalunga e irmão de Fernando Garcia, da ELENKO Sports — único agente a receber, à vista, o que o clube lhe devia — pressiona pelas indicações à diretoria.
Até o momento, conseguiu impor:
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Emerson Piovesan (diretor financeiro), ainda que como mero rubricador de papéis de Rozallah Santoro, do Centrão;
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Nenê do Posto (categoria de base);
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Antonio Goulart, condenado por improbidade quando deputado em São Paulo (relações institucionais);
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Pedro Soares (jurídico).
Nos bastidores, comenta-se que boa parte dos próximos cargos, a serem anunciados, foram definidos após Garcia receber as devidas reverências.
A situação tem incomodado Romeu Tuma Júnior, presidente do Conselho Deliberativo, que, embora ainda mantenha certo controle sobre Stabile, passou a dividi-lo com o empresário milionário.
E, em regra, quando isso ocorre, os bastidores alvinegros fervem.
Principalmente quando o presidente é submisso.
Pequeno.
Outro ponto de atrito, desta vez envolvendo Paulo Garcia e Tuma, foi a cessão do futebol — antes prometida a Fran Papaiordanou, nome que agradava a ambos — ao Centrão, como moeda de troca pelos votos do grupo do vice-presidente.
Circulam nesse setor, além de Armando Mendonça, o agente de jogadores Fernando Alba, apelidado de “abóbora” durante a gestão Renovação e Transparência.
Diz-se que o codinome surgiu porque dinheiro de agentes teria chegado ao destino final escondido dentro da fruta.
Este é o nível.
Não à toa, Fabinho Soldado, apesar de Stabile ter garantido que o demitiria “no primeiro dia”, segue no cargo — atendendo aos interesses de quem estiver no plantão.
O marketing, outro setor importante, continua sob o controle dos Monteiro Alves.
Diante desse quadro de interesses e grupos distintos — nem sempre os melhores para o Corinthians —, manter a harmonia da gestão é tarefa bem maior do que a capacidade atual do presidente permite realizar.
Vai dar problema – restando saber quando ocorrerá.
