Quando o Corinthians esclarecerá confissão de dívida de R$ 100 milhões?

Há alguns anos, o Blog do Paulinho questiona as diretorias do Corinthians sobre o fato de o Arena Fundo cobrar dívida milionária do clube enquanto, nos balanços alvinegros, essa pendência jamais foi registrada.
Ambas as contabilidades eram avalizadas pela mesma empresa de auditoria, indicada à agremiação por Raul Corrêa da Silva, responsável pelas finanças do clube durante quase toda a gestão Renovação e Transparência e também pelos departamentos culturais das administrações mais recentes — apesar do evidente contrassenso intelectual.
Roberto de Andrade, Andrés Sanchez, Duílio “do Bingo”, Augusto Melo e, agora, Osmar Stabile: nenhum deles esclareceu a questão.
A situação tornou-se ainda mais nebulosa quando, há apenas dez dias da troca da administradora do fundo — levada ao clube por Adriano Monteiro Alves, irmão de Duílio e então presidente —, o Corinthians, com aval do departamento jurídico, confessou a dívida, que supera R$ 100 milhões, aprovando, sem ressalvas, todos os balanços do Arena Fundo.
Sabe-se agora, após recente operação da Polícia Federal, que a REAG Investimentos é acusada de, por meio de suas operações, lavar dinheiro do crime organizado, assim como já havia sido citada em CPI anterior, na qual foi apontada por facilitar o desvio de recursos públicos.
Relembre (com documentos):
Corinthians e Palmeiras estão gravemente envolvidos com empresário ligado ao PCC –
Após assumir a gestão das contas do estádio do Timão, a administradora trocou a ‘RSM”, que auditava os balanços, pela pela inexpressiva YPC Auditun, fundada em 2017, com capital social de R$ 1 mil.
O dono da empresa é Vagner Quartero Martim, sócio da própria REAG, ao lado de José Carlos Mansur.
O Corinthians, que não deveria se relacionar com empresas complicadas, tem a obrigação de convocar a administradora do Fundo – de preferência às claras, em reunião do Conselho Deliberativo – para, de uma vez por todas, pacificar a questão.
A REAG tem que comprovar a pendência.
Em ocorrendo, todos os balanços do Timão, que, neste sentido, escondem a dívida, estarão comprometidos, assim como os dirigentes dos períodos, que precisarão ser processados, interna e externamente, para ressarcimento da agremiação.
