Presidenciável do Corinthians se deu bem no governo Bolsonaro

Em 31 de março de 2019, circulou um vídeo — replicado pela esgotosfera bolsonarista — que exaltava o golpe de 1964, responsável pela morte, tortura e desaparecimento de milhares de brasileiros.

A produção foi financiada por Osmar Stabile.

Houve contrapartida.

A partir de 26 de dezembro de 2019, a Loopsmol – Indústria e Comércio de Molas Ltda. passou a firmar contratos, sem licitação, com o Governo Federal.

O proprietário da empresa: Osmar Stabile.

Até então, a Loopsmol jamais havia vendido ao Governo.

Segundo números oficiais, o conselheiro do Corinthians embolsou, no mínimo, R$ 1.218.422,48.

Há, contudo, suspeitas de que, indiretamente, por meio de supostas combinações com outras empresas, os valores possam ter sido ainda maiores.

O contratante aparece como ‘Ministério da Defesa do Brasil’, por intermédio da ‘Indústria de Material Bélico do Brasil’, classificada como “órgão vinculado”.

Um dos advogados da Loopsmol é Haroldo Dantas, investigado pela Polícia e pelo MP-SP por transações com empresa ligada ao PCC, e atual presidente do Conselho Fiscal do Corinthians.

O que, por si só, configura um grave conflito de interesses diante da presença de Stabile como mandatário alvinegro.


Abaixo, um dos contratos firmados pela empresa com o Ministério da Defesa:


Sede da Loopsmol, sem identificação da empresa, na comunidade de Parque Novo Mundo, em São Paulo


Contrato Social da Loopsmol, em nome de Osmar Stabile


Uma das procurações da Loopsmol em nome do bacharel de Direito Haroldo Dantas


Vídeo de Stabile em defesa do Golpe de 1964

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