Presidente do Corinthians só não enrolou ao definir desejo de continuidade

Ontem, a pretexto de expor as realizações dos dois meses à frente da Presidência do Corinthians, Osmar Stabile participou de entrevista coletiva no Parque São Jorge.

Assim que os questionamentos começaram, a realidade se impôs.

Entre respostas evasivas — algumas nitidamente ensaiadas, com frases que pareciam adaptadas de publicações de autoajuda — Stabile só foi direto ao manifestar o desejo de permanecer no cargo.

Escorregou, porém, ao justificar a pretensão.

Sem apresentar grandes feitos, o cartola alegou ter sido “eleito com o voto do associado” — omitindo que isso se deu em conjunto com Augusto Melo — e que a gestão precisaria de continuidade.

A necessidade do Corinthians é exatamente a oposta.

O clube precisa de mudança radical.

Uma administração descompromissada com o passado, com independência e coragem suficientes para transformar a maneira de governar, cortando despesas e, principalmente, rompendo com privilégios.

Não é o que se vê atualmente no Parque São Jorge.

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