Projeto Neymar? E o Santos?

O assunto mais comentado neste final de semana, na Vila Belmiro, foi a suposta prioridade do Santos para 2025: o apelidado “Projeto Neymar”.
Não se trata, porém, de uma mobilização caridosa — ao menos não para os menos favorecidos.
A ordem, que parte do alto comando do clube, é que jogadores e comissão técnica privilegiem jogadas e esquemas táticos que favoreçam uma operação de preparação do atleta visando sua participação na Copa do Mundo.
Paulistinha, Brasileiro, Copa do Brasil etc.? Segundo plano.
As necessidades do Santos, também.
É quase uma instauração de colonialismo.
Se, para que Neymar consiga o que deseja, o Peixe tiver que abrir mão de um sistema de jogo coletivamente mais eficiente, assim será feito.
Em 2026, saberemos o custo real da operação.
Ou os colonizados baterão palmas caso o Santos esteja na Série B enquanto o “amadurecido” dono de um batmóvel de R$ 8,5 milhões desfila pelos bastidores da Copa do Mundo?
Isso, claro, se Ancelotti cometer a loucura de levá-lo — embora a pressão externa, vinda de Neymar pai junto à cartolagem da Casa Bandida, sugira interferência não apenas nesta convocação.
