Espertalhões do Centrão surfam nas ondas dos ex-aliados Augusto Melo e Andres Sanches

Em meio às denúncias contra cartolas que se aliaram ao PCC para assaltar os cofres do Corinthians, e aos vazamentos de gastos pessoais do ex-presidente Andres Sanches — pagos, indevidamente, com dinheiro do clube —, espertalhões do Centrão, presentes em todas as gestões desde 2007, tentam faturar.

Rozallah Santoro está entre eles.

No vídeo abaixo, gravado quando o escândalo da Vai de Bet já era de conhecimento público, é possível vê-lo submisso a Augusto Melo, anunciando sua permanência na diretoria de finanças — mesmo após a divulgação da versão de que Marcelo Mariano estaria ditando ordens no departamento, além de outras malandragens, como o pagamento de contratos a empresas de segurança inaptas.

O contraste com a “valentia” e o suposto desejo de “moralidade”, expressos em discursos recentes, é constrangedor.

Quando lhe convinha, Rozallah — ciente de quem eram os envolvidos e do que estavam fazendo — passava pano para os marginais.

Seu objetivo era manter-se — e ao seu grupo — na órbita do poder.

A saída do cargo só ocorreu após se tornar evidente que seria insustentável manter Augusto Melo no comando, diante do que estava por vir.

É assim que o Centrão atua — há muito tempo.

Ainda hoje, há membros desse grupo — eleitos nas últimas eleições — ocupando cargos assalariados no Corinthians.

Cai quem quer.

Augusto Melo e Andres Sanches merecem todas as críticas.

Mas quem esteve com eles o tempo todo, regozijando-se em diversos momentos e afastando-se apenas quando o caldo entornava, não possui idoneidade moral para protagonizar a luta pela moralidade.

Sergio Alvarenga, Fernando Alba e Raul Corrêa da Silva (todos do Centrão) aplaudem Andres Sanches e André Negão
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