Almoços de Alvarenga com Andres e Kalil explicitam o que é o ‘Centrão’ no Corinthians

Os recentes encontros de Sérgio Alvarenga, líder do Centrão, com Andrés Sanches, ex-presidente do Corinthians, e Jorge Kalil, ex-diretor de futebol, revelam muito mais do que simples cerimônias de “beija-mão” em busca de apoio político.
Desmascaram o argumento utilizado para justificar o voto em Augusto Melo: o de retirar a Renovação e Transparência do poder.
Não foram os méritos do candidato — já detalhados pela Polícia de São Paulo em inquérito — tampouco a rejeição aos gestores anteriores que motivaram a adesão, mas sim o mercado de cargos.
O Centrão — liderado por Alvarenga — esteve presente em todas as administrações do Corinthians, fossem elas da R&T, dos parceiros do PCC ou, agora, a de Osmar Stabile.
Sempre com espaço na diretoria e em ofícios bem remunerados.
É natural, portanto, que Alvarenga — no desejo de manter as coisas como estão —, mesmo após os escândalos policiais que cercam o grupo ao qual se juntou, bajule os líderes que, pouco mais de um ano e meio atrás, ajudou a derrubar.
São apenas negócios, diria Dom Corleone.
O que, claro, não impede o Centrão de migrar para o lado oposto, caso os ventos comecem a soprar em outra direção.
Após a má-repercussão, os líderes do grupo passaram a comportar-se como ‘traídos’ pelas pessoas a quem pediram votos – e negaram tê-lo feito – apresentando-se, em alguns casos, como vítimas de uma ‘inocência’ que, evidentemente, não possuem.


