Calderano, a professora e a necessidade de boicote aos EUA

Ontem, repercutiu na mídia — o que é ótimo! — a recusa de visto ao mesatenista Hugo Calderano, campeão mundial, que iria disputar um torneio nos Estados Unidos.
O motivo: ter participado do Pan-Americano de Cuba.
Calderano, porém, não foi o primeiro brasileiro a ser barrado neste período triste da história americana.
A jornalista, pesquisadora, professora e comentarista de TV — para destacar parte de seu extenso currículo — Cilene Victor também foi impedida de entrar nos EUA.
Seu visto era válido por dez anos.
Provavelmente, a recusa ocorreu por ela ter trabalhado em pesquisas no Iraque e por sua reconhecida luta contra a islamofobia.
Muitos outros casos, sem o apelo midiático de Calderano, estão em curso.
Daqui a menos de um ano, os EUA receberão a Copa do Mundo de Seleções e, dois anos depois, os Jogos Olímpicos.
Há um mês promovendo o Mundial de Clubes, os estádios seguem com lugares vagos, porque o público teme ser preso e deportado.
Urge um boicote dos países civilizados a esse ambiente de barbárie.
Quem teria coragem?
Não faz sentido que os dois principais eventos esportivos — meios mais eficazes de confraternização mundial — sejam disputados sob o exercício de uma política preconceituosa, praticada em um país sequestrado pelo ditador de plantão.

Defina “ambiente de barbárie” e como isso se aplica aos EUA, bando de espertos. Na minha concepção, barbárie é o termo mais adequado para o regime autacrata e terrorista que o Irã promove contra qualquer cidadão que ouse se manifestar contrariamente aos devaneios absurdos dos aiatolás. Nesse pacote estão gays, mulheres e toda a sorte de pessoas que são executadas com requintes de crueldade apenas por não se comportarem como o regime exige. E, a “melhor” parte: o Lula APÓIA esse regime abjeto. Onde está a barbárie de fato, seus vendidos? Me poupem desse mimimi ideológico.