Parcelamento de dívida com Neymar deveria derrubar o presidente do Santos

Não bastasse a péssima aposta – diante do que evidenciavam temporadas recentes – num Neymar que, há tempos, prioriza o entretenimento ao exercício da profissão, o Santos aplicou-lhe calote milionário.
Dos quase R$ 100 milhões que lhe eram devidos – por quase seis meses de inatividade (agora estendida por conta do COVID-19), R$ 85 milhões não foram honrados.
Trata-se da parte referente às divisões de patrocínios recebidas pelo Peixe.
Eis a irresponsabilidade.
O Santos embolsou o dinheiro e, em vez de cumprir o acordado, decidiu utilizar a quantia noutras pendências.
Durante a semana, Neymar aceitou receber o calote em suaves prestações que findarão – se pagas – em dezembro de 2026.
Haverá, por óbvio, cobrança de juros – aumentando o prejuízo.
Além disso, com a provável renovação de contrato do atleta, que dificilmente, como ocorrido no período anterior, será remunerada nas datas corretas, tudo indica, a dívida se ampliará.
Somadas as pendências principais, além de juros sobre juros, restará ao Peixe entregar a SAF ao ‘craque’ em troca do pagamento, que, em condições normais, dificilmente terá caixa para liquidar.
Se não é golpe – combinado entre os Neymar e o presidente do clube – parece.
No mínimo, gestão temerária.
Suficiente para, desde já, motivar o afastamento da diretoria.
