Coluna do Fiori

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Ver futebol em direto online

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do  Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

http://www.navegareditora.com.brEmail:caminhodasideias@superig.com.br

apito limpo

“Educar uma pessoa apenas no intelecto, mas não na moral, é criar uma ameaça à sociedade”

Theodore Roosevelt: foi presidente dos Estados Unidos, naturalista e militar

—————————————————-

11ª Rodada da Série A do Brasileirão 2025 – Sábado 31/05

Bahia 2 x 1 São Paulo

Árbitro: Anderson Daronco (FIFA-RS)

VAR

Rafael Traci (MTR-SC)

Item Técnico

1º – Aos 27 minutos da etapa final, Enzo defensor são-paulino cometeu penalidade máxima no oponente Kayky Chagas, apontada no ato pelo árbitro.

Pênalti

Batido por Willian José, concluído no fundo da rede; placar 2 x 0

2º – No 33º minuto defensor baiano Jean Lucas dentro de sua área com seu pé direito toca no esquerdo e derruba o oponente Lucas Ferreira; Daronco sinaliza nada ter sido, jogo seguiu

VAR

Aconselha que vá ao monitor para rever o ocorrido, depois de rever, corretamente, Daronco abalizou a marca da cal

Penalidade

Convertida no gol são-paulino fechando o placar 2×1, favorável ao tricolor baiano

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: 01 para tricolor baiano e 02 para tricolor paulista

Vasco 0 x 2 Red Bull Bragantino

Árbitro: Paulo Cesar Zanovelli da Silva (FIFA-MG)

VAR

Gilberto Rodrigues Castro Junior (PE)

Item Técnico

Pouco exigido, junto aos assistentes, apresentou trabalho natural

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: 01 para cruzmaltino e 02 para massas brutas

Domingo 01/06 – Santos 0 x 1 Botafogo-RJ

Árbitro: Davi de Oliveira Lacerda (ES)

VAR

Daniel Nobre Bins (FIFA-RS)

Item Técnico

Aos trinta minutos da segunda etapa, lado esquerdo, adveio ataque santista, bola cruzada, goleiro rebateu, bola bateu no joelho do Neymar, subiu, que, com a mão direita, toca pro fundo da rede.

Veloz

Árbitro aponta a ilegalidade, apresentando o segundo e justo cartão amarelo, ao vê-lo, o indisciplinado segue o árbitro esbravejando e gesticulando e, ter saído do campo.

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: 03 para santistas e 02 para botafoguenses

Vermelho: Neymar, santista camisa 10 ao receber o segundo e justo amarelo usou da fraquinha e batida malandragem mirando enganar o árbitro.

Corinthians 0 x 0 Vitoria

Árbitro: Felipe Fernandes de Lima (MG)

VAR

Caio Max Augusto Vieira (GO)

Item Técnico

Pouco exigidos, árbitro e assistentes desempenharam trabalho coeso

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: 02 para alvinegros e 05 para rubro-negros baianos

///   ///   ///   ///   ///   ///   ///   ///   ///   ///

Coluna em Vídeo

Por ineficiência da CLARO, provedora de internet da redação do Blog do Paulinho, não será possível gravar a edição em vídeo da coluna, que retornará na próxima semana.

——————————————–

Política

Espelhos Quebrados: A Ilusão do Poder e a Realidade da Farda

Introdução ou conclusão antecipada: O policial militar, ao se posicionar como inimigo declarado da esquerda e das ideias progressistas, age não apenas por convicção política, mas, sobretudo, por um impulso de negar e subjugar a própria natureza de trabalhador explorado, repetindo uma dinâmica histórica de opressão interna à classe subalterna.

Assim como o escravo doméstico (bajulador do seu dono) desprezava o escravo do eito (o trabalho pesado na roça) para se sentir superior ou como o capitão do mato – muitas vezes um ex-escravo – era ensinado a odiar e caçar o negro fugitivo, o PM adota o discurso e os valores da elite dominante para tentar se distanciar de sua origem comum com aqueles que despreza e reprime.

Esse ódio ao progressismo em geral   é, em essência, uma tentativa de se diferenciar dos seus iguais e de agradar aos seus senhores, alimentando uma ilusão de pertencimento a uma casta superior, quando, na verdade, permanece tão submisso e descartável quanto qualquer outro trabalhador pobre sob o olhar frio da elite.

///   ///   ///   ///   ///   ///

No asfalto quente das grandes cidades brasileiras, entre buzinas, sirenes e o cheiro de fumaça, a cena se repete: um policial militar se aproxima de um “suspeito de ser suspeito”, a mão pesada e automática tocando o corpo de quem nem ousou levantar a voz.

Se ousar de pronto recebe violento golpe e o “cala boca filho da puta …

Tá louco!

O gesto é quase instintivo, como se a farda e arma sempre apontada para o “insuspeito suspeito” lhe conferisse o direito divino de calar qualquer questionamento.

Mas quem é esse policial?

E a quem ele realmente representa?

Poucos param para refletir sobre a própria condição social.

A maioria dos policiais militares, formados em escolas públicas, com baixa exigência escolar e submetidos a uma doutrina rígida e acrítica, raramente se percebe como parte da massa trabalhadora.

Se acham superiores por ascenderem da sarjeta para o meio-fio!

São ensinados a obedecer, a temer o oficialato e a reprimir e subjugar os mais fracos.

Acreditam, por vezes, serem representantes da lei – quando, em verdade, são apenas instrumentos de um Estado patrimonialista, explorador e, não raramente, corrupto.

O policial militar, fora do serviço, se vê diante de uma dura realidade: sua formação escolar e qualificação profissional dificilmente o habilitariam a sobreviver dignamente no mercado privado.

Não é diferente do motoboy, do gari, do balconista – todos igualmente invisíveis aos olhos da elite que, paradoxalmente, o policial serve com tanto zelo.

A diferença entre eles é apenas simbólica.

Enquanto o motoboy desafia o trânsito para entregar comida, o policial desafia a própria consciência para manter as “coisas como são” de um sistema que o despreza.

Ambos, no entanto, são peças de uma engrenagem que os consome e descarta.

Historicamente, a Polícia Militar foi concebida para proteger interesses do Estado e das elites, não da população.

Desde as Guardas do Império, passando pela militarização durante a Ditadura, a instituição foi moldada para reprimir, não para dialogar.

O policial tornou-se o “capataz” moderno, sempre pronto a conter qualquer ameaça à ordem estabelecida – mesmo que essa ameaça seja apenas o grito de um trabalhador por justiça.

Falta à maioria dos policiais militares a consciência de que são, também, trabalhadores.

Falta-lhes perceber que, enquanto se enxergarem como guardiões de um sistema que jamais os reconhecerá como iguais, continuarão sendo apenas instrumentos de opressão – nunca protagonistas de sua própria história.

Por trás do uniforme, há apenas mais um operário da repressão, explorado como qualquer outro, descartável e substituível.

A Polícia Militar não existe para combater o crime – se assim fosse, seus alvos seriam os grandes corruptos, os banqueiros da lavagem de dinheiro, os latifundiários da grilagem.

O Governador, o Secretário de Segurança e os Deputados!

Mas não: sua vítima preferencial é sempre o pobre, o negro, o favelado.

O capitalismo precisa de inimigos úteis – e a PM é a ferramenta que transforma miséria em “caso de polícia”, revolta social em “vandalismo”, protesto por sobrevivência em “ilegalidade”.

Sua violência não é um desvio, mas a essência de seu papel: manter a plebe no lugar.

O policial militar é, em essência, um espelho quebrado: vê-se grande, mas reflete apenas fragmentos de um poder emprestado, sustentado pelo suor e pelo silêncio dos que, como ele, lutam diariamente para sobreviver.

Talvez um dia, ao olhar nos olhos de um manifestante de esquerda, reconheça ali não um inimigo, mas um igual.

E, quem sabe, comece a reconstruir, peça por peça, sua verdadeira identidade

Nota: De se observar que “oficiais e delegados – ao menos a maioria dos que ascendem aos altos escalões – são feitores assumidos, um ou outro – quando não produtos do estamento (herdeiros do cargo ou da patente) de origem burguesa”, tal assertiva é pertinente e encontra respaldo na análise histórica e sociológica das instituições policiais brasileiras. Tanto a Polícia Militar quanto a Polícia Civil foram estruturadas, desde suas origens, como instrumentos de controle social a serviço da ordem estabelecida e dos interesses das elites. O papel do feitor, na lógica escravocrata, era justamente o de disciplinar e reprimir os trabalhadores, garantindo a produtividade e a submissão ao senhor; de modo análogo, oficiais e delegados ocupam posições de comando e fiscalização, exercendo a função de disciplinar a base policial e, por extensão, a população pobre e trabalhadora.

Historicamente, o recrutamento de delegados de polícia esteve atrelado à classe média tradicional e à influência política, sendo comum o uso do cargo para garantir o predomínio da autoridade central e a manutenção do “status quo”. Embora o acesso aos cargos atualmente se dê por concurso público, o perfil social e cultural dos delegados ainda reflete, em grande parte, essa herança, com muitos oriundos de famílias com capital social e cultural elevado, ou mesmo de linhagens ligadas ao funcionalismo e à elite jurídica. Entre oficiais da PM, o processo de formação militarizada, a hierarquia rígida e a função de comando reforçam o papel de intermediários entre o poder estatal e a base policial, reproduzindo a lógica do feitor: são os responsáveis por garantir a disciplina e a repressão, muitas vezes internalizando valores conservadores e distanciando-se da realidade social da maioria dos subordinados.

Portanto, a analogia é válida e histórica e culturalmente demonstrável: oficiais e delegados, em sua maioria, desempenham funções e adotam posturas que os aproximam do papel histórico do feitor, atuando como gestores da repressão e da ordem em benefício das elites, seja por convicção, formação ou por herança de um sistema social excludente e patrimonialista.

São descaradamente lacaios do poder e ávidos por cargos políticos.

Dr. Roberto Conde Guerra responsável pelo “Jornal Flit Paralisante”, publicado dia 04/06/2025

———————————————-

Chega da desavergonhada corrupção praticada por presidentes, governadores, prefeitos, senadores, deputados federais, estaduais, vereadores, membros do judiciário, ministério público, funcionários públicos de todas as escalas, incluso militares, e nos bastidores do futebol brasileiro. 

///   ///   ///   ///   ///   ///   ///   ///

Finalizando

“Dê o poder ao homem, e descobrirá quem ele realmente é.”

Nicolau Maquiavel:  foi um filósofo, historiador e poeta italiano

———————————————

Se liga São Paulo

Acorda Brasil

SP- 07/06/2025

Facebook Comments

Posts Similares

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.