Corinthians: o pano de fundo da denúncia de Dinei contra Claudinei Alves

Após testemunhar um ano e meio de sacanagens da cúpula diretiva das categorias de base do Corinthians, somente agora o ex-jogador Dinei, apesar de várias denúncias e comprovações, sejam de pais de garotos ou as publicadas pela mídia, decidiu delatar.

Não procurou a polícia, nem a imprensa, mas a facção Gaviões da Fiel – a quem bajulou, no mesmo instante, nas mídias sociais.

Duas sãos as versões contadas nos bastidores.

  • Haveria áudios e documentos que implicariam Claudinei em achaque a pai de jogador;
  • o diretor, ao lado do ex-jogador Chicão, teria pagado com cartão corporativo do clube uma noitada com garotas religiosas.

As duas, diante do perfil dos citados, poderiam ser verdadeiras.

Para suposta apuração, os faccionados reuniram-se com cartolas do Corinthians e, se de fato possuíam provas, não denunciaram à polícia nem ao Conselho Deliberativo.

Procedimento assemelhado ao de tribunais do crime.

Os Gaviões, após, publicaram confusa nota: diziam não terem provas da acusação, mas que, apesar disso, solicitaram o desligamento, temporário, de Claudinei.

Afastamento para inglês ver.

Assim como Marcelo Mariano (Marcelinho) segue ”diretor’ mesmo sem a designação oficial, o mesmo ocorrerá com Claudinei, a quem o presidente do Corinthians, tamanho é o rabo preso, jamais poderá desagradar.

Por que Dinei delatou?

A versão contada ao Blog do Paulinho é de que o ex-jogador teria agido a pedido do bicheiro Jaça, que prefere o comando da base tomado por quem obedeça apenas as suas ordens, sem a necessidade de ajoelhar a outro cacique.

Haveria, por óbvio, recompensa.

Para o comando da base, o contraventor indicou dois de seus serviçais: Osvaldo Neto – seu laranja durante a gestão Duílio ‘do Bingo’ – e Paulinho ‘do Ouro’, de apelido autoexplicativo.

No desespero, às portas do impeachment e da finalização de um inquérito que poderá ser o pontapé inicial de longa temporada na cadeia, Augusto Melo cede os anéis para permanecer com os dedos.

O poder, porém, é cada vez menor.

A ponto de, apesar da delação, Dinei, sob as asas do bicheiro, permanecer (até o momento) funcionário remunerado do Corinthians.

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