Abel não tem o perfil da Seleção Brasileira

Três nomes estão, ou estavam – porque um deles já declinou da ‘honraria’ – sendo sondados para, possivelmente, assumir o comando técnico da Seleção Brasileira, ainda neste mês.
Ancelotti (que pulou fora), Jorge Jesus e Abel Ferreira.
Destes, somente o ex-treinador do Flamengo tem o perfil de trabalho que encaixaria com o histórico das equipes nacionais mais aclamadas, ou seja, o jogo ‘pra frente’, corajoso, sem abrir mão de técnica e habilidade.
Não é o melhor nome no mercado, apenas a opção mais adequada entra as propostas.
Ainda assim, facilitador de empresários, ligado que é ao grupo de Kia Joorabchian.
Os demais teriam problemas.
Principalmente Abel Ferreira.
O pragmatismo, que funciona num clube em que a torcida não se importa em vencer títulos sem encantar – como ocorre com a maioria -, sofreria enorme resistência quando em conflito com a memória afetiva dos brasileiros.
Ainda que vencesse a Copa do Mundo.
Basta ver os comentários que perduram sobre as Seleções que ganharam mundiais jogando bem e a de 1994, que precisou se enquadrar em regime tático rigoroso (diante da escassez de craques – exceção feita a Romário), a prejuízo do melhor desempenho plástico.
