Duras verdades sobre a vergonhosa eliminação do Corinthians

Ontem, logo após a eliminação do Corinthians, ainda em fase pré-Libertadores, diante do fraquíssimo Barcelona/EQU, houve comentaristas que exaltaram a dedicação da equipe em busca do resultado (ere necessário 3 a 0, o Timão venceu por 2 a 0).
Poucos ousaram criticar.
Este blog trabalha com a realidade, ainda que seja dura ao próprio sentimento.
Um clube com o orçamento do Corinthians não pode passar um ano inteiro, como ocorrido em 2024, na Zona de Rebaixamento do Brasileirão, em que apenas dois times faturam mais do que ele (Flamengo e Palmeiras).
Isso é incompetência.
A classificação à pré-libertadores, amplamente comemorada, deveria servir de estímulo para 2025.
Porém, não há como inserir capacidade num local em que reina o deserto intelectual.
Falamos, evidentemente, da diretoria do Corinthians.
A contratação de Memphis Depay, nos termos e valores em que ocorreram, prejudicou o clube nas finanças e no ambiente interno de vestiário, levando a descontentamentos perceptíveis no gramado e até a vias de fato nos vestiários.
Manter na gestão executiva um funcionário acusado, por diversos subalternos, de assediá-los, incluindo entre as vítimas a chefe do departamento médico, absolutamente querida pelos atletas, também prejudica.
Vários são os fatores que influenciaram neste desastre esportivo.
Estamos no início de março e o Corinthians sabe que não arrecadará o suficiente para bancar a folha de pagamento até dezembro.
Esportivamente, restou-lhe a possibilidade de conquistar o Paulistinha, a disputa da 2º divisão continental (Sulamericana) e o Campeonato Brasileiro, em que, todos sabem, está muito longe de ser o favorito.
Incapacidade é o tema desta análise.
Gente que trabalhou por anos na irrelevância (categorias de base do Corinthians, fracasso no Barbarense, suspeitas no Água Santa, etc), quando não em litígio com a Justiça, alçada ao poder máximo de uma agremiação que arrecada, anualmente, mais de R$ 1 bilhão, envolta em dívidas que se aproxima do dobro disso.
Não tem como dar certo.
A situação é agravada quando a inaptidão se junta à desonestidade, conforme indicam, entre outras, as investigações do caso Vai de Bet.
Dias piores virão, infelizmente.
