O estranho caso da auxiliar de segurança que tornou-se analista financeira do Corinthians

Pouco após assumir a presidência do Corinthians, Augusto Melo indicou para o cargo, remunerado, de gerente financeiro (salário em torno de R$ 50 mil) o amigo Luis Ricardo Alves, vulgo Seedorf.
Um dos investigados no escândalo da Vai de Bet.
Parece que a generosidade com parceiros é contagiosa.
Desde 2018, Adriana Brito ocupava o cargo de auxiliar de segurança, à época comandada pelo ex-policial Caveira, até os dias atuais guarda-costas de Andres Sanches.
A partir de 2024, tudo mudou.
Apesar de pertencerem a departamentos distintos, e que sequer se comunicam, Seedorf e Adriana passaram a ser vistos juntos, frequentemente, em Parque São Jorge.
Desta amizade, aparentemente, teria surgido a promoção.
Adriana passou a dividir o gabinete com Seedorf, desta vez ocupando a função de analista financeira, com substancial acréscimo de remuneração – além de outras vantagens.
Poucos sabiam, até então, de sua competência para o cargo.
A dupla costuma se reunir também fora do escritório, em camarotes da Arena de Itaquera, curiosamente quando a família do gerente não comparece aos jogos.
Talvez para, em meio às partidas, conversar sobre as contas do clube.
Diferentemente doutros funcionários, provavelmente como premiação pelos serviços prestados, Adriana está entre as agraciadas pela diretoria com ingressos cortesia para os jogos do Corinthians.
Fato é que Seedorf se deu bem em Parque São Jorge.
De subemprego em empresa ínfima de contabilidade para cargo relevante no Timão, com direito a salário de Ministro do STF e carta branca para selecionar, a seu critério, suas colaboradoras.
