Memphis Depay seria o craque dos jogos irrelevantes?

Dono de boa técnica, detentor de currículo respeitável, embora longe de ser o craque superdimensionado pela generosa mídia brasileira, Memphis Depay, em meio à briga com o preparo físico, parece ter problemas quando o Corinthians disputa jogos importantes.
Um leão no fraquíssimo Paulistinha; escondido nas batalhas mais difíceis.
Não é de hoje.
A condição de reserva do Atlético de Madrid se dava, exatamente, pela ausência de boas atuações em jogos relevantes – que são mais abundantes na Europa do que no Brasil.
Quem, diante dos privilégios que lhe foram concedidos – com direito a diretor financeiro servindo de intérprete enquanto carrega as malas do atleta – terá coragem de ter a conversa difícil com o jogador?
Eis o ponto.
No Corinthians, diferentemente dos outros clubes, em que sempre foi coadjuvante, Depay é tratado como Pelé reencarnado.
Os lances de efeito contra os Aguas Santas e Mirassóis da vida são exaltados como se fossem obras de Michelangelo.
Suficientes para encobrirem as notórias ‘tiradas de pé’ contra adversários mais robustos.
Agora, convocado pela Seleção da Holanda, com a ajuda burra da diretoria do Corinthians que bancou a estadia do treinador em terras brasileiras, a tendência é que os cuidados físicos se acentuem.
Junto a tudo isso existem, ainda, os fatores extra-campo.
Cartolas do clube liberaram Memphis para frequentar lugares incompatíveis com o exercício em alto nível da profissão (em alguns casos ligados a gente investigada por associação com o crime organizado), e contribuíram, com o episódio da ‘camisa 10’, para o distanciamento dele com Rodrigo Garro, o verdadeiro grande jogador da equipe.
Problemas que acabam por impactar no computo geral.
Se, no jogo de volta contra o Barcelona do Equador, Depay não tiver desempenho compatível com o salário que recebe, o Corinthians, ainda em março, terá atirado o ano de 2025, esportiva e financeiramente, na lata do lixo.
Situação que prejudicará todas as expectativas financeiras futuras.
Principalmente a folha salarial de atletas.
A próxima quarta-feira, porque as semifinais do paulistinha, ou até mesmo a conquista, são desimportantes, será o ‘Dia D’, até o momento, da participação de Memphis Depay no Corinthians.
Para saber se ele será lembrado como o craque dos jogos irrelevantes ou o ídolo que retirou o clube da eliminação certa, recolocando-o na disputa do mais importante campeonato do continente.
