A radicalidade seletiva do promotor que protege o Presidente do Corinthians

Protetor de Augusto Melo, presidente do Corinthians, desde antes das tramoias do cartola na Barbarense, o promotor público Thales Cezar de Oliveira, em entrevista ao GGN, de Luis Nassif, defendeu que jovens sejam levados à cadeia:

“Eu sou plenamente favorável à redução da maioridade penal para 16 anos”

“Nem todo adolescente que comete crimes é miserável. Apenas 1,68% é morador de rua. Dentre eles, 78,32% tem casa própria. Apenas 20%, mora em casa alugada. Há vários casos em que o adolescente que está na minha frente com a mãe do lado, a mãe só falta bater nele porque ele cometeu o crime por uma questão de consumo. Ela olha para mim e diz que ainda está pagando algo que ele [o adolescente] pediu a ela. Ou seja, ele tem família”

“Neste ponto, é possível perceber que a criminalidade não é gerada pela miséria, mas pela desvalorização da ética. Muitas vezes motivados pela personalidade. Há muitos jovens de classe média hoje que cometem crimes. É preconceito achar que só o pobrezinho comete crimes”

Se, para apoiar o extremismo penal, na contramão de uma sociedade que clama pela política da redução da população carcerária, Thales parece manipular números de uma pesquisa que mais parece retirada de um conto de Augusto Melo, o mesmo não ocorre quando o assunto são os adultos.

Para eles, a flexibilidade é total.

Diferentemente doutros cartolas alvinegros, que não ousaram emporcalhar a reputação em meio a dirigentes investigados por desviar dinheiro do Corinthians para contas ligadas ao crime organizado, Thales segue esfuziante no cargo.

Capaz até de induzir autoridades a erro, como as que, frequentemente, tem levado ao encontro do mitômano que preside o Corinthians.

“Lobo Mau’ para as crianças; ‘Ovelhinha’ diante de interesses estranhos.

O Ministério Público não confessará, mas é pouco provável que não esteja constrangido.

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