Sobre a reclamação dos jogadores contra gramados sintéticos

Ontem, jogadores relevantes do futebol brasileiro realizaram postagens conjuntas contra a utilização de gramados sintéticos em partidas de futebol.
Neymar (Santos), Thiago Silva (Fluminense), Lucas Moura (São Paulo), Gabigol (Cruzeiro), Dudu (Cruzeiro), Cássio (Cruzeiro), Memphis (Corinthians), Garro (Corinthians), Gerson (Flamengo), Arrascaeta (Flamengo), Coutinho (Vasco), Bruno Henrique (Inter), Alan Patrick (Inter) e David Luiz (Fortaleza).
Rara manifestação coletiva de uma classe historicamente desunida.
Durante o dia, clubes que adotam esse tipo de gramado rebateram o protesto dizendo, especialmente, que não haveria comprovação científica de que jogadores de futebol seriam mais suscetíveis a contusões neste tipo de ambiente.
Discussão a parte, digamos que a CBF entenda que os jogadores tem razão.
Quando estes atletas, formalmente, reivindicaram condições adequadas em gramados naturais, que, no Brasil, em 90% dos casos, são uma tragédia?
Eis o ponto.
Particularmente, este blog entende que os jogadores tem razão em reclamar dos gramados sintéticos, que, além dos problemas alegados, acabam por facilitar a vida das equipes habituadas com o piso.
Mas ao não agirem na mesma maneira com os naturais, a manifestação perde força.
Discutir, desde já, punições aos clubes que não conseguirem manter seus palcos em condições dignas de uma partida de futebol é obrigatório para que a igualdade de condições prevaleça.
