As chineladas de Raul Corrêa da Silva no Corinthians

Mario Gobbi e Raul Corrêa da Silva batem palmas para o estádio em Itaquera

Aproveitando-se de fala infeliz do ex-presidente Mario Gobbi, que associava a utilização de sandálias ‘Havaianas’ com a presença de criminosos em Parque São Jorge, a diretoria do Corinthians realizou protesto às portas do clube.

O evento serviu para esconder, por algumas horas, o assunto ‘desvio de dinheiro a contas controladas pelo PCC’, investigado pela Polícia, pelo GAECO e também na CPI das Bets.

Chinelos foram distribuídos aos associados.

Chamou a atenção a informação de que o custo da operação, assim como a organização do evento, teriam sido absorvidos pelo diretor cultural Raul Corrêa da Silva.

Nos últimos dezoito anos, dirigente algum, nem mesmo os ex-presidentes, participaram de tantas situações suspeitas no Corinthians.

Na condição de Diretor de Finanças, Corrêa assinou todas as transações financeiras das gestões Andres Sanches e Mario Gobbi, participando ainda, sem cargo, do período Roberto Andrade.

Mudou de lado somente após ser chutado da Renovação e Transparência (da qual é fundador) na administração Duílio ‘do Bingo’.

Corrêa distorceu parecer financeiro das contas de Alberto Dualib, foi acusado pelo ex-diretor Emerson Piovesan de ‘maquiar’ as demonstrações de Andres e Gobbi, avalizou TODOS os contratos da Arena de Itaquera, das contratações de jogadores, dos comissionamentos a agentes, dos empréstimos, sendo, ainda, no exercício de suas funções, indiciado, criminalmente, em três oportunidades, por sonegação de impostos devidos pelo Timão – resultando em corrida frenética por dinheiro para evitar sua própria prisão e a dos demais cartolas.

A moralidade, para essa gente, é mera oportunidade política.

Ontem, em meio a discursos em favor dos corinthianos mais humildades, estava um conselheiro que, há anos, prega (o Blog do Paulinho testemunhou), sem a coragem de expor publicamente, o extermínio de pretos e judeus.

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