Com aval de Augusto Melo, Gaviões tornam a pressionar conselheiros do Corinthians

Ontem, logo após Augusto Melo, durante a madrugada, visitar a ‘torcida’, os Gaviões da Fiel publicaram convocação para que seus membros compareçam às portas do Corinthians na próxima segunda-feira.
A partir das 18h, o Conselho Deliberativo votará o afastamento do Presidente.
O objetivo é intimidar conselheiros contrários à permanência da quadrilha instaurada no Timão desde o início do ano.
A queda de Augusto impactará em grande perda de receita aos ‘organizados’.
Os Gaviões embolsam dinheiro da ‘Vai de Bet’ (justamente o objeto do impeachment) sob disfarce da marca ‘Obabet’, não pagam pelo Fiel Torcedor, mas, ilegalmente, recebem ingressos ligados ao plano, possuem membros na diretoria e contratados (remunerados) no Parque São Jorge, entre outras benesses.
Promiscuidade que precisará ser combatida pelo próximo presidente.
Urge solicitar à polícia e ao GAECO que investiguem o contrato firmado entre a Vai de Bet e os Gaviões, principalmente o caminho do dinheiro, para que seja esclarecido se a quantia seria parte indireta de compra de apoio a Augusto Melo.
Uma semana antes das eleições, a facção posicionou-se, publicamente, pela neutralidade.
Próxima à data em que, segundo o CEO da casa de apostas, ocorreram as reuniões com o presidente do Corinthians e o subalterno Marcelo Mariano, os Gaviões mudaram o discurso.
Em janeiro, ambos, Corinthians e facção foram agraciados com contratos milionários.
Segundo fonte, foi pago aos Gaviões, à vista, o que os faccionados receberiam em três anos do antigo patrocinador.
Enquanto a cúpula da torcida faz negócios, a massa de manobra estará em frente ao Parque São Jorge brigando pelo o que não possuem a menor ideia do que, efetivamente, se trata.
Dinheiro e poder.
O corinthiano torce, gratuitamente, pelo Corinthians.
Os Gaviões precisam do Timão para ganhar dinheiro e viabilizarem, através do poder, negócios extra-campo que rendem dividendos a seus comandantes.

