Daronco se esforça para promover associação ligada à CBF

Daronco (dir) com dirigentes da ABRAFUT na CBF

Em entrevista à rádio Bandeirantes, ao ser questionado sobre se a classe dos árbitros de futebol era unida, Anderson Daronco respondeu:

“Ela é sim muito unida, corporativista, existe um nível de amizade e companheirismo muito grande, mas é difícil você buscar isso de forma homogênea, e com um grupo com 700 árbitros”

“Mas, dentro do grupo de árbitros que você convive mais, no meu caso os que são Fifa e outros que participam de treinamentos, competições, a gente tem união, é uma classe que se protege bastante”.

“A gente tem uma associação de arbitragem hoje que é bastante ativa (Associação Brasileira dos Árbitros do Futebol, a Abrafut), que rebate muitas vezes declarações [de clubes e jogadores] e leva pessoas e denúncias ao tribunal quando algumas coisas extrapolam”

“É uma entidade que se posiciona, os árbitros se posicionam, mas ela muitas vezes não tem a mesma repercussão do que de dirigentes, jogadores”

É notório que não existe união, há décadas, entre os árbitros de futebol.

Basta observar a atual situação do SAFESP, o principal Sindicato do país tomado de assalto por José de Assis Aragão, condenado, duas vezes, por desviar dinheiro do estádio do Pacaembu.

Pela Lei Geral do Esporte, o Presidente sequer poderia estar ocupando o cargo.

Os árbitros, principalmente os mais famosos, olhando apenas para o próprio umbigo, temerosos em perder escalações por conta da aproximação de Aragão com setores do poder esportivo, judiciário e da mídia, seguem omissos, prejudicando aqueles que, de fato, precisam da assistência sindical.

Daronco, em meio ao discurso de bajulação à Abrafut, associação de árbitros ligada à CBF, o que, por si, é autoexplicativo, deixou claro que os árbitros FIFA – os que ganham mais dinheiro – preocupam-se apenas com os seus.

‘É uma classe que se protege bastante”, disse.

De fato.

Todos oriundos de escolinhas de arbitragem que, em algum momento da vida, estiveram no mesmo barco daqueles a quem, após o sucesso, passaram a tratar como se não existissem.

A prioridade é manter os privilégios do ‘clube’ dos árbitros FIFA, nem que para isso tenham, como ocorreu com Daronco na citada entrevista, que bajular, em detrimento de 95% da categoria, as Associações alinhados com o poder.

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