As racistas do River Plate

Ontem, em lamentável episódio, quatro jogadores do River Plate foram presas após tratarem com racismo suas adversárias do Grêmio e também a gandula que trabalhava na partida.

A audiência de custódia confirmou os encarceramentos.

Elogiada pela diversidade e vanguardismo com que sempre tratou a arte – principalmente na música e no cinema, o que deveria significar alguma evolução intelectual, a cultura argentina não consegue se livrar na influência de tempos em que chegou a acobertar o nazismo.

Não há uma partida de futebol, e talvez de outros esportes, em que torcedores não imitem ‘macacos’ para adversários que consideram, por óbvio, etnicamente inferiores.

É ainda mais triste quando o racismo ocorre através de jogadoras, historicamente discriminadas.

Falta empatia, inteligência e humanidade.

Para sorte delas, e, evidentemente não ocorreu por acaso, foram levadas ao 8º DP da Mooca, local em que, provavelmente, as presas e presos estão sendo assistidos por privilégios indevidos, como a utilização de celulares e até pedidos de comida por delivery.

O River Plate foi punido com dois anos de suspensão da Ladies Cup.

Corretamente, os cartolas argentinos não procuraram desmentir os fatos, pediram desculpas e, institucionalmente, bancam a defesa jurídica das jogadoras.

Bom exemplo entre outros tão ruins.

Em tempos de Milei, Bolsonaro e Musk, que passou a apoiar neonazistas na Alemanha, em que o desrespeito ao ser-humano acentuou-se, o preconceito precisa ser duramente combatido.

Razão pela qual o breve período em que as racistas passarão numa delegacia conhecida por tratar bem os presos que se relacionam com carcereiros não deveria encerrar o ciclo punitivo de seus atos.

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